Autoria: Tomás Vieira (LEMec)
Na terça-feira, dia 6 de janeiro de 2026, o Técnico Innovation Center (TIC) encerrou portas aos alunos (cheios de avaliações) desde as 12h até às 8h do dia seguinte para acolher o grande debate presidencial, com os 11 candidatos. Sem aviso prévio via email, mas seguindo o modus-operandi da festa de encerramento de campanha de Carlos Moedas, os alunos veêm-se outra vez sem acesso ao maior espaço de estudo 24h de Lisboa.
Na última semana de aulas, caracterizada pela acumulação de avaliações, apresentações e entregas de projetos, os alunos do IST (e UL) não terão o seu habitual e maior espaço de estudo aberto, o TIC. Este espaço de estudo, e de funcionamento 24 horas, é não só o maior do Instituto Superior Técnico (IST) como da Universidade de Lisboa (UL) e ultimamente tem servido como palco para eventos. Em relatos informais, seja conversas de corredor ou até em Assembleia Geral de Alunos (AGA), já se problematizou este uso mais dinâmico do espaço. Isto pois, no local dedicado ao estudo, o silêncio é condição necessária e exigida pelos que entram no pavilhão. No entanto, se há um evento a acontecer no piso inferior ao dedicado ao estudo, as regras passam a ser dissonantes, perturbando todos aqueles que planeiam lá trabalhar.
Nisto, relatos de estudantes confirmam que a montagem e sound-check para o debate já começaram no final do dia 5, alargando-se até ao seu fecho, às 12h de dia 6.

Fig.2 – Cartaz informativo à porta do TIC. Fotografia: Ângela Rodrigues
Em contrapartida, o CG decretou que a sala de estudo “aquário” estará aberta (presumivelmente 24h), na esperança de suavizar esta perda. Contudo, uma análise ligeiramente mais atenta evidencia que esta substituição é em nada equivalente. Equacionando os números teóricos, o TIC tem espaço para 400 alunos (não esquecendo da promessa inicial de 800) e a sala “aquário” tem, teoricamente, espaço para 100 alunos. A necessidade de atrelar a qualidade “teóricos” aos lugares, por mais que exaustiva, é justificada, porque não só é um número oficial e bem definido, como, empiricamente, vários alunos relatam este não ser concordante com a realidade. Salvaguardado, obviamente, que a validade deste segundo argumento não é sólida.
No evento análogo e anteriormente referenciado, o remendo ao fecho do TIC foi a abertura de todo o espaço de estudo do Pavilhão de Civil, ou seja, mais lugares teóricos disponíveis. A ironia surge quando pensamos que não só a solução agora é menor, como o período letivo é mais crítico.
Para uma melhor contextualização, recomenda-se a leitura deste artigo, onde uma análise aos lugares de estudo é feita.



