Google Street View – Um olhar português

A multimilionária Norte Americana Google tem agora vista em Coimbra. Muitos conhecem a aplicação Google Street View, uma das features do Google Maps, que permite um acesso rápido à imagem de uma determinada rua ou edifício. Coimbra é um dos milhões de pontos do globo que podemos observar nesta aplicação, mas não é essa a novidade. Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), tem agora o financiamento da Google para o desenvolvimento de um novo modelo informático que criará uma nova geração de sistemas de reconstrução 3D de ambientes urbanos. 

O modelo da aplicação actual, que consiste na captura de imagens através do ponto de vista do veículo, apenas permite uma vista estática e em determinadas perspectivas, limitando um pouco a experiência do utilizador. O novo modelo permite uma navegação mais fluida na medida em que o utilizador pode circular livremente pelas ruas, explica a equipa.

A equipa constituída pelos investigadores portugueses Carolina Raposo, João Barreto e Gabriel Falcão, revela que embora este modelo se encontre ainda em fase de protótipo, esta desvantagem (imagens estáticas) poderá ser alterada: “O novo algoritmo tem por base a utilização de planos, não só para descrever a cena, mas também para calcular o movimento da câmara […] isto faz com que os modelos em 3D sejam gerados automaticamente e armazenados de forma muito compacta, permitindo a sua rápida transmissão”. 
 
A introdução de planos no mapeamento permitirá uma economia de imagens. “Isto acontece porque é frequente que o mesmo plano seja captado pelas câmaras em posições distantes, permitindo recuperar o movimento”, contrastando com o método actual, cujas imagens que utiliza são “adquiridas em posições fisicamente próximas e, consequentemente, necessitam de muito mais informação”. Desta maneira, não só se cria uma tecnologia revolucionária para a reconstrução da imagem, como se consegue gerar dados de uma forma automática e mais eficiente. 
 
A tecnologia a ser desenvolvida por esta equipa de portugueses, que recebeu um Faculty Research Award por parte da Google, visa que num futuro próximo esta tecnologia seja incorporada no Street View para criar uma experiência imersiva que permita ao utilizador visitar as cidades que sempre quis conhecer de uma maneira rápida, fluida e gratuita.

Kung Fury, o regresso ao futuro

Os anos 80 foram uma época em que comédia, super-heróis, acção e viagens no tempo se tornaram tão banais quanto a quantidade de filmes de culto que surgiram nesta década. Misturando esta nostalgia com o a oportunidade do crowdfunding, David Sandberg, um realizador que profissionalmente vivia da criação de anúncios publicitários, criou uma fórmula que promete despertar o interesse de todos com um regresso aos clássicos, ela é o filme Kung Fury.

Decidido a fazer uma mudança na sua vida, o realizador escreveu o guião para o filme que conta com os mistérios dos policiais dos anos 80, artes marciais, viagens no tempo, e como cereja no topo do bolo David Hasselhoff, o actor e cantor que ficou imortalizado com a série Baywatch (“Marés Vivas”). O filme foi financiado através da plataforma Kickstarter e contou com $630 019 de donativos.

O filme já está gravado, e embora não exista uma data prevista para a estreia, encontra-se no site a informação de que o filme será lançado no final de Maio na internet, gratuito. Terá cerca de 30 minutos de duração e promete muita diversão.

No dia 16 de Abril, a surpresa chegou com o lançamento da nova música de David Hasselhoff, True Survivor, cujo vídeo contém alguns momentos do filme.

Para os curiosos segue-se o link para o site e para o trailer do filme.

Democracia Chinesa

Em Setembro deste ano, estudantes de 20 faculdades de Hong Kong, na China, fizeram um boicote às aulas durante 1 semana, conhecido pela Revolução dos guarda-chuvas, exigindo medidas mais democráticas na região autónoma.

O protesto ocorreu devido à decisão do Comité Permanente do Congresso Nacional dos representantes do Povo (CPCNP), de rejeitar a proposta da reforma eleitoral, que consistia na livre candidatura de cidadãos para os órgãos legislativos, na antiga colónia Britânica. Alex Chow, o líder da Federação de Estudantes de Hong Kong acusava o regime de fazer “eleições manipuladas”, explicando que os candidatos eram escolhidos pelo regime, e era anti-democrático a proibição de nominações civis. Os candidatos eligíveis eram escolhidos pelo CPCNP (comité de 1200 membros), e só aposta triagem é que os eleitores se poderiam pronunciar.

Soube-se então, devido a um inquérito promovido pela Universidade Chinesa, que mais de um quinto dos habitantes de Hong Kong tensionavam deixar a cidade, por considerarem a realidade política corrupta.

Ao vigésimo sexto dia do mês de Setembro, os manifestantes (movimento “Occupy”) invadiram o Complexo do Governo Central (que estava interdito ao público desde Julho de 2014). No dia seguinte, os manifestantes foram dispersados com recurso à força. Desde então, os ocupantes têm bloqueado os acessos principais à cidade e edifícios do governo e iniciaram uma resposta de desobediência civil. O governo impôs como data limite o dia 6 de Outubro para cessamento dos protestos. Foi ignorado, e a resposta do CPCNP foi avisar que poderiam ocorrer “mortes, ferimentos e outras consequências graves”, acompanhado de denúncias dos media chineses, que acusavam o oeste de instigar os protestos.

Desde o dia 4 de Outubro, com base num estudo de opinião levado a cabo pelo Instituto Politécnico de Hong Kong, 59% das 850 pessoas entrevistadas estão insatisfeitas com a decisão do CPCNP.

A 23 de Outubro o Comité da Nações Unidas para os Direitos Humanos, enfatizou “a necessidade de assegurar um sufrágio internacional, que significa que os cidadãos não só têm o direito ao voto, como o direito a serem eleitos”. Ainda assim, o Ministro Chinês dos Negócios Estrangeiros afirmou que o processo em Hong Kong tinha “indubitavelmente efeito e estado legal”.

Até segunda-feira dia 27 os líderes do movimento “Occupy” estenderam o referendo civil acerca dos protestos, a ser consultado e analisado até à mesma data, aos locais de protesto de Hong Kong. A preocupação do antigo chefe do Executivo de Hong Kong está “nos danos causados pelos protestos pró-democracia”.

A 24 de Outubro, James Tien, líder do Partido Liberal pro-Pequim, apelou à demissão do chefe do Executivo de Hong Kong CY Leung numa entrevista pública, argumentando que era óbvio a falta de credibilidade da população na sua administração. No dia 29 do mesmo mês, o CPCNP removeu Tien do seu cargo, com o objectivo de fortalecer as posições pro-governo. Esta foi até agora, a grande vitória dos estudantes.

O mês de Novembro tem sido marcado por confrontos provocados por grupos anti-democracia, pela decisão do governo de não entrar mais em conversação com os manifestantes e pelo desempedimento dos locais ocupados, anunciados para dia 17.

Air New Zeland lança vídeo de segurança “épico”

A companhia aérea Neozelandesa, que já conta com uma tradição de vídeos de segurança a bordo bastante memoráveis, fez um novo filme num tema a que ninguém passa despercebido, o Hobbit. Desta vez conta com a participação especial do realizador Peter Jackson e do actor Elijah Wood (Frodo na triologia O Senhor dos Anéis) descaracterizado.

Apresentando-se como “a companhia aérea oficial da Terra Média”, a ANZ entitula o seu filme de “o filme de segurança mais épico alguma vez feito”. Este já conta com mais de 12 milhões de visualizações no YouTube. A companhia foi pioneira nos vídeos de segurança a bordo, tendo já feito filmes que incluiram a participaão de Bear Grylls, a equipa de rugby do país – os All Blacks – ou o rapper Snoop Dogg.

Contudo, a ANZ gerou alguma controvérsia no início do ano devido a um vídeo de segurança feito com roupa de banho, sendo acusada de sexismo. Muitas outras companhias aéreas tentaram as suas próprias versões de vídeos de segurança alternativos, podendo dar destaque à TAP, a companhia aérea portuguesa, que realizou um vídeo de segurança a bordo animado, contando com a presença do staff e clientes.

Vejam o vídeo aqui.