Tay – A experiência que a Microsoft se arrepende de ter feito

No passado dia 23 de Março, a Microsoft lançou um novo serviço, de nome Tay. Tay é uma experiência na área da inteligência artificial.

tay

Tay é uma aplicação que teria como finalidade melhorar o serviço ao cliente no serviço de reconhecimento de voz da Microsoft. Numa fase experimental, Tay também interage com utilizadores do Twitter. E foi precisamente isso que correu mal.

O serviço lê tweets dos utilizadores e responde de acordo com os seus conhecimentos, usando algoritmos de inteligência artificial que lhe permitem emular o comportamento de uma rapariga “teenager”. Ou pelo menos era essa a ideia.
Tudo começou da melhor forma: os primeiros tweets passavam mensagens inofensivas como “olá mundo!”, “os humanos são fixes” ou “porque é que não é #DiaNacionalDosCachorros todos os dias?”.

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Óptimo. Isto da inteligência artificial é giro. O que é que podería correr mal? Tay foi desenhada para aprender com o comportamento dos outros cibernautas – comportamento esse que nem sempre é o mais politicamente correcto. Não tardou até que Tay começasse a aprender calões e insultos genéricos. E, umas horas depois, foi lançada a primeira “bomba”:

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Depois de mensagens antisemitas e impersonações do terrorista, perdão, candidato Donald Trump, a Microsoft parou o serviço temporariamente.

tay-byeO serviço demorou cerca de 24 horas a ser desligado e, por essa altura, o mal já estava feito. A Microsoft já se pronunciou sobre esta ocorrência, que descreve como um ataque por parte de “trolls”.

É curioso perceber o mecanismo que levou Tay a adoptar frases politicamente incorrectas. Os “trolls” não se limitaram a escrever frases para Tay repetir – o que fizeram foi um passo para além disso. Pensa-se que os “trolls” conseguiram guiar Tay para ler alguns recursos específicos na Internet que continham mensagens ofensivas.

Ficamos expectantes pelo regresso de Tay. Isto se a Microsoft tiver coragem para a ligar outra vez!

Piloto automático da Tesla evita colisão

O condutor da UBER Jon Hall foi um dos primeiros a sentir o poder do novo software de piloto automático da Tesla. Aquele que poderia ter sido um acidente mortal foi evitado autonomamente e com perícia pelo carro que conduzia.

Hall estava a conduzir na autoestrada a cerca de 70 km/h, após ter deixado um cliente, quando um veículo se atravessou à sua frente. Uma câmara no interior do carro registou a manobra.

“Eu não toquei no travão. O carro fez tudo.” afirmou Hall.

O poder desta tecnologia não fica por aqui. Por exemplo, a tarefa monótona de conduzir na autoestrada é agora mais fácil que nunca. O piloto automático mantém o carro na faixa, acelera e trava de acordo conforme o congestionamento, e estaciona sozinho. Mudar de faixa em segurança na autoestrada é uma tarefa tão simples quanto carregar num botão. O carro verifica a disponibilidade da faixa autonomamente e controla o volante sozinho. Até hoje, não foram registados quaisquer acidentes envolvendo estes carros, exceto aqueles que ocorreram por intervenção humana.

Esta tecnologia anuncia a chegada próxima dos veículos verdadeiramente autónomos, como os protótipos que a Google está a desenvolver. A Google afirma já ter viajado com estes automóveis mais de 1.5 milhões de quilómetros de forma completamente autónoma.

Estamos ainda a alguns passos de uma tecnologia que permita a existênciade veículos 100% autónomos, mas esta competição acesa entre as gigantes tecnológicas de todo o mundo indicia que grandes avanços vão ser feitos nos próximos anos.

* Artigo escrito de acordo com o novo acordo ortográfico