Lei Mordaça

521963081ced113d97f0bc7574d2c452bc24c34fNa passada quinta-feira foi aprovada pelo congresso Espanhol, uma lei apelidada pelos partidos de oposição de “Ley Mordaza”, uma lei anti protesto que visa, segundo o Partido Popular de Mariano Rajoy, proteger a população e, segundo todos os outros, condicionar a democracia. Em Fevereiro, esta deve ser analisada e aprovada pelo senado onde o PP goza de uma confortável maioria.

De acordo com a lei recentemente deferida, qualquer manifestação não aprovada na vizinhança deedifícios que proporcionem serviços básicos como hospitais, universidades ou edifícios governamentais está sujeita a uma multa de 600,000€. Deste modo, filmar ou fotografar agentes da polícia e ou desobedecer à autoridade de modo pacífico estão condicionados pela atribuição de multas.192857

Os imigrantes são também visados em alguns dos pontos desta lei. As autoridades espanholas poderão revistar transeuntes sempre que acharem necessário e poderão deportar imediatamente imigrantes clandestinos sem oferecer ao deportado a possibilidade de pedir asilo.

Segundo a Amnistia Internacional, a dita lei é completamente proibida pela lei internacional e contradiz várias convenções dos Direitos Humanos. O número de manifestações contra a “Mordaza” tem aumentado em todo o país enquanto o governo Espanhol recebe críticas dos quatro cantos do mundo.87061335

Berlin House of One

Ev. Kirchengemeinde St. Petri - St. Marien, Bet- und LehrhausTodos os dias somos confrontados com cenários de guerra muito por culpa das diferentes opiniões religiosas em todo o mundo.

No centro da cidade de Berlim, no local onde estava edificada a Catedral de São Pedro – destruída no final da Segunda Guerra Mundial – está a nascer o projecto de uma nova construção que pode ser mais um passo para a compreensão e respeito entre religiões.

berlin1Um grupo de católicos, judeus e muçulmanos juntou-se e teve a ideia de construir um local sagrado que possa albergar uma Igreja, uma Sinagoga e uma Mesquita no mesmo edifício. O edificio foi entretanto baptizado como Berlin House of One.

As três partes do edificio terão todas o mesmo tamanho mas com diferentes formas. Espaços esses que partilham um local comum, ao centro, que oferece a possibilidade da partilha de ideias e opiniões de forma pacífica.

O projecto irá custar à volta de 43 milhões de euros, que estão a ser obtidos por crowdfunding, mas o primeiro objectivo são 10 milhões de euros, que é o valor necessário para se poder construir uma versão mais simples do edíficio.berlin2

O projecto já disponibiliza um site, para os mais interessados, onde se pode acompanhar o seu desenvolvimento ou contribuir.

Esta arrojada ideia tem causado polémica mas os envolvidos não consideram que isso possa ser um entrave para a sua edificação. O projecto é visto como um pequeno passo na luta pela paz e compreensão entre as diferentes religiões, mas um dos principais objectivos é também levar esta ideia ao resto mundo e acabar com as divisões religiosas presentes no mesmo.

 

Democracia Chinesa

Em Setembro deste ano, estudantes de 20 faculdades de Hong Kong, na China, fizeram um boicote às aulas durante 1 semana, conhecido pela Revolução dos guarda-chuvas, exigindo medidas mais democráticas na região autónoma.

O protesto ocorreu devido à decisão do Comité Permanente do Congresso Nacional dos representantes do Povo (CPCNP), de rejeitar a proposta da reforma eleitoral, que consistia na livre candidatura de cidadãos para os órgãos legislativos, na antiga colónia Britânica. Alex Chow, o líder da Federação de Estudantes de Hong Kong acusava o regime de fazer “eleições manipuladas”, explicando que os candidatos eram escolhidos pelo regime, e era anti-democrático a proibição de nominações civis. Os candidatos eligíveis eram escolhidos pelo CPCNP (comité de 1200 membros), e só aposta triagem é que os eleitores se poderiam pronunciar.

Soube-se então, devido a um inquérito promovido pela Universidade Chinesa, que mais de um quinto dos habitantes de Hong Kong tensionavam deixar a cidade, por considerarem a realidade política corrupta.

Ao vigésimo sexto dia do mês de Setembro, os manifestantes (movimento “Occupy”) invadiram o Complexo do Governo Central (que estava interdito ao público desde Julho de 2014). No dia seguinte, os manifestantes foram dispersados com recurso à força. Desde então, os ocupantes têm bloqueado os acessos principais à cidade e edifícios do governo e iniciaram uma resposta de desobediência civil. O governo impôs como data limite o dia 6 de Outubro para cessamento dos protestos. Foi ignorado, e a resposta do CPCNP foi avisar que poderiam ocorrer “mortes, ferimentos e outras consequências graves”, acompanhado de denúncias dos media chineses, que acusavam o oeste de instigar os protestos.

Desde o dia 4 de Outubro, com base num estudo de opinião levado a cabo pelo Instituto Politécnico de Hong Kong, 59% das 850 pessoas entrevistadas estão insatisfeitas com a decisão do CPCNP.

A 23 de Outubro o Comité da Nações Unidas para os Direitos Humanos, enfatizou “a necessidade de assegurar um sufrágio internacional, que significa que os cidadãos não só têm o direito ao voto, como o direito a serem eleitos”. Ainda assim, o Ministro Chinês dos Negócios Estrangeiros afirmou que o processo em Hong Kong tinha “indubitavelmente efeito e estado legal”.

Até segunda-feira dia 27 os líderes do movimento “Occupy” estenderam o referendo civil acerca dos protestos, a ser consultado e analisado até à mesma data, aos locais de protesto de Hong Kong. A preocupação do antigo chefe do Executivo de Hong Kong está “nos danos causados pelos protestos pró-democracia”.

A 24 de Outubro, James Tien, líder do Partido Liberal pro-Pequim, apelou à demissão do chefe do Executivo de Hong Kong CY Leung numa entrevista pública, argumentando que era óbvio a falta de credibilidade da população na sua administração. No dia 29 do mesmo mês, o CPCNP removeu Tien do seu cargo, com o objectivo de fortalecer as posições pro-governo. Esta foi até agora, a grande vitória dos estudantes.

O mês de Novembro tem sido marcado por confrontos provocados por grupos anti-democracia, pela decisão do governo de não entrar mais em conversação com os manifestantes e pelo desempedimento dos locais ocupados, anunciados para dia 17.

Air New Zeland lança vídeo de segurança “épico”

A companhia aérea Neozelandesa, que já conta com uma tradição de vídeos de segurança a bordo bastante memoráveis, fez um novo filme num tema a que ninguém passa despercebido, o Hobbit. Desta vez conta com a participação especial do realizador Peter Jackson e do actor Elijah Wood (Frodo na triologia O Senhor dos Anéis) descaracterizado.

Apresentando-se como “a companhia aérea oficial da Terra Média”, a ANZ entitula o seu filme de “o filme de segurança mais épico alguma vez feito”. Este já conta com mais de 12 milhões de visualizações no YouTube. A companhia foi pioneira nos vídeos de segurança a bordo, tendo já feito filmes que incluiram a participaão de Bear Grylls, a equipa de rugby do país – os All Blacks – ou o rapper Snoop Dogg.

Contudo, a ANZ gerou alguma controvérsia no início do ano devido a um vídeo de segurança feito com roupa de banho, sendo acusada de sexismo. Muitas outras companhias aéreas tentaram as suas próprias versões de vídeos de segurança alternativos, podendo dar destaque à TAP, a companhia aérea portuguesa, que realizou um vídeo de segurança a bordo animado, contando com a presença do staff e clientes.

Vejam o vídeo aqui.