Nova Torre na Alameda e estacionamento subterrâneo adiado: O Técnico até 2027

Autoria: Matilde Mesquita (LEAer)

O plano de quadriénio 2024-2027 é ambicioso. Entre novos pavilhões e a requalificação de infraestruturas existentes, o Diferencial entrevistou Rogério Colaço, procurando saber o estado da arte destas novidades que estão (ou não) por vir. 

Num campus centenário, alunos e docentes sentem o peso da história da instituição. Seja o pavilhão de Civil, onde chove desde a sua inauguração, ou a piscina inutilizável, as renovações e reabilitações mostram-se urgentes e, segundo Rogério Colaço e o plano de 2024-2027, iminentes.

O Pavilhão da Piscina, como já foi noticiado, será requalificado para servir núcleos estudantis e terá um novo anfiteatro desmontável. “O que vos posso contar é que o projeto está a ser ultimado, e assim que o projeto estiver concluído será lançado o concurso, ainda este ano, no final do ano.” O início das obras está previsto para o início do próximo ano. Contudo, admite incerteza nas datas, visto que, por mais que se estime que a duração das obras seja de 12 meses e já haja um período de início previsto, há questões logísticas que poderão colocar em causa as estimativas.  A título de exemplo, refere as recentes obras de requalificação nos laboratórios de Química: “[Inicialmente, quando] lançámos o concurso, ninguém concorreu porque os preços estavam a aumentar e os empreiteiros retraem-se um bocadinho […] às vezes o teto do concurso não é suficiente para lhes dar margem de lucro.”

A requalificação, em termos concretos, tem como ideia ”converter a zona onde está o buraco da piscina num anfiteatro que retrai e todo o espaço fica aberto, fica amplo e podem-se pôr zonas de trabalho, mesas, etc”. No segundo andar, as galerias da piscina teriam salas que seriam cedidas aos núcleos. 

Do plano de quadriênio 2024-2027, já assistimos às obras de requalificação das salas do piso zero do Pavilhão de Civil e dos laboratórios de Física e Química, mas há ainda projetos que pairam no ar, nomeadamente a construção de duas novas torres e de um estacionamento. Estes dois novos edifícios viriam servir essencialmente três propósitos: acolher o INESC, substituir ambos os edifícios de madeira situados nos jardins e permitir um crescimento significativo do campus. 

O aumento de quase 700 alunos nos últimos cinco anos provocou uma pressão incomportável na gestão de espaços: “As salas são todas ocupadas, é difícil encontrar salas para qualquer iniciativa e tudo isso”. Assim, a construção de uma nova instalação no jardim norte permitirá aliviar a pressão na demanda de espaços e “reduzir a densidade da ocupação das salas”, sendo “essencialmente um edifício onde existem espaços pedagógicos, salas de aula e anfiteatros”. Simultaneamente, a trégua na procura de espaços permitirá que se realizem intervenções nos edifícios mais antigos. 

No extremo oposto, a nova torre no jardim sul irá “acolher um centro de investigação, uma unidade de investigação”, o INESC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores). Atualmente, o INESC está instalado num espaço que não pertence ao Técnico. Esta mudança permitirá requalificar o Técnico, aumentando a sua área útil, permitindo simultaneamente gerar retorno financeiro. 

Findas as obras das torres, iniciar-se-ão as do estacionamento – já que a sua simultaneidade “tornaria a vida do Técnico basicamente insuportável”.

Se há necessidade de construir novas infraestruturas, há também a de preservar e intervir nos espaços já existentes; e, segundo o presidente, rapidamente. Nomeadamente, na piscina e no pavilhão de mecânica IV, cuja componente estrutural “se não houver intervenção nos próximos 2, 3 anos […] vai começar a ter coisas a cair”.  As intervenções no pavilhão de mecânica IV estão programadas para acontecer em simultâneo com as da zona da piscina, inaugurando uma série de recuperações: “e depois, logo a seguir, o pavilhão de eletricidade – o pavilhão antigo de eletricidade – o pavilhão de química e o pavilhão de mecânica I”. Os edifícios que operam desde os anos 40 e onde “em muitos casos, há zonas significativas […] que não tiveram nenhuma intervenção em 80 anos” são os que exigem maior celeridade: a sua  “componente estrutural está em risco, têm que ser intervencionados.”

“Temos que os recuperar” e o “Técnico tem que crescer” são os motes para as intervenções que constam no plano de quadriênio 2024-2027, medidas destinadas a aliviar a saturação dos espaços, otimizando os já existentes e construindo novos.

Leave a Reply