No passado dia 10 de outubro estivemos à conversa com a Dra. Isabel Gonçalves, coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento Académico. Por ser uma parte reconhecidamente crucial do percurso de tantos alunos e por tantos outros não estarem a par das iniciativas levadas a cabo por este núcleo sediado no terceiro piso do pavilhão de Civil, assumimos o compromisso de divulgar este projeto o mais amplamente possível.

Autoria: Diogo Faustino, LEAer & Vanessa Filipe, LEQ

Diogo: Gostava de começar por pedir que se introduza a si e ao NDA para contextualizar o projeto.

Isabel: Começo se calhar por apresentar o NDA. O NDA evoluiu a partir do gabinete anterior, que era o Gabinete de Apoio ao Tutorado. O Gabinete de Apoio ao Tutorado foi criado há 17 anos atrás e o objetivo originalmente era mesmo dar apoio aos estudantes e aos professores através da tutoria.

No fundo, tentávamos fazer o encontro entre os estudantes e os professores através da tutoria. Cada aluno do primeiro e do segundo ano tinha direito a um tutor e cada tutor tinha mais ou menos 15 alunos que acompanhava. Nem todos estes alunos aderiam ao Programa de Tutorado mas a verdade é que, aos poucos, todos os cursos do Técnico passaram a ter programas de tutorado. Nestes últimos tempos, acho que temos vindo a concluir que provavelmente o rácio menor será mais vantajoso. O que acaba por acontecer é que o rácio de um tutor para cada 15 alunos é um bocado exigente. O tutor não consegue acompanhar todos os alunos que deveria acompanhar. Isso é o que eu acho, realmente o tutor não estabelece uma relação suficientemente próxima com todos, o que acaba por não ajudar tanto. 

O gabinete de apoio ao tutorado começou realmente há muitos anos atrás com a ideia que, realmente, quando se pensa em termos dos alunos que apoiam outros alunos, por exemplo, através da mentoria, nós nem sempre temos a certeza de que estes alunos conhecem suficientemente o curso, as saídas profissionais, as melhores metodologias para alcançar bons resultados. Basta que às vezes os próprios alunos não tenham encontrado boas soluções e que as acabem por transmitir mesmo assim. Pronto, então, nessa altura, o Conselho Pedagógico analisou essa situação e pensou que era importante os alunos terem o apoio por parte de docentes, que no fundo conhecem a escola e sabem exatamente como acompanhar os alunos. 

O Gabinete de tutoria esteve em funcionamento até há 5 anos atrás, portanto, em 12 anos este serviço funcionou através deste contacto com os alunos. Eu lembro-me perfeitamente que quem começou este trabalho foi o Pedro Lourtie, que já se reformou. Tinha sido secretário de Estado do Ensino Superior, conhecia muito bem o processo de Bolonha e quando o professor Pedro Lourtie se reformou já não deu seguimento a este trabalho. Não sei se vocês sabem, mas o processo de Bolonha previa a existência de aulas tutoriais. Ele no fundo pensou nisso e o gabinete foi crescendo. Lembro-me muito bem do professor me dizer “Isabel, os professores do Técnico, eles sabem tudo. Os professores do ensino superior sabem tudo e eles não querem formação para nada”. Mas a verdade é que isso é uma coisa que se foi transformando imenso, não apenas no Técnico. Seguramente no Técnico, porque começámos muito cedo neste processo, mas hoje em dia é muito mais consensual da parte dos professores do ensino superior perceberem que eles podem ser espetaculares investigadores mas na realidade isso não faz deles espetaculares docentes. Por outro lado, começamos a perceber que havia situações de alunos que eram também complicadas e que era necessário se calhar dar alguma formação aos alunos.

No fundo fomos diversificando as nossas atividades muito e, lá está, falámos dos professores e dos investigadores e é daqui que aparece então o Núcleo de Desenvolvimento Académico. O percurso do Gabinete de Apoio ao Tutorado começou a lançar tentáculos para outros sítios e a fazer algum trabalho com docentes, com os alunos e um trabalho mais diversificado. Também começámos a ser mais chamados a partilhar a nossa experiência. Entretanto, ainda no mandato do professor Arlindo, começou a haver esta ideia também de que era necessário avançar com outras atividades mais direcionadas para os docentes e para os investigadores.

Portanto, na altura, os presidentes do pedagógico e do científico, a professora Raquel Barros e o professor Luís Oliveira e Silva, começaram também a fazer uma coisa muito nova aqui no Técnico, muito nova até no panorama das universidades portuguesas, fazer uma espécie de parceria: o presidente do pedagógico assistia às reuniões do científico e o presidente do científico assistia às reuniões do pedagógico. Depois mais tarde o presidente do pedagógico e do científico também assistiam e participavam nas reuniões do conselho de gestão e isso ainda hoje se mantém. No fundo, uma tentativa para todos estes órgãos cooperarem mais entre eles e fazerem mais projetos transversais. E então apareceu precisamente um destes primeiros projetos mais transversais que depois deu origem ao nome atual do gabinete. Começou por se criar este programa, o “Shaping the Future”, que acolhe os novos docentes. Todos os docentes de carreira, que em inglês se dirá faculty, são envolvidos neste programa que começa com três dias imersivos com os docentes, cada um dedicado a um tema: um ao ensino, um à investigação e à própria carreira deles aqui dentro do Técnico, em que se clarifica quais são os objetivos e que o ensino e investigação devem ser ambos de excelência, ideia que advém desta parceria entre o científico e o pedagógico.

Um bom professor é potencialmente um melhor investigador, tal como um melhor investigador pode ser um melhor docente. A questão é que deve prestar igual atenção a estas duas dimensões da sua vida profissional. Isto pode não ser muito óbvio para vocês mas este ano fomos para a 6ª edição deste programa, estando em funcionamento há sete anos, embora com seis edições porque entretanto no ano da pandemia houve um interregno. Este programa é bastante complexo, mas só para efeitos de introdução, era muito centrado precisamente no desenvolvimento dos docentes e dos investigadores, porque os novos investigadores também eram incluídos nesta atividade. Consistia nestes três dias de formação intensiva em que durante cada um dos cinco anos do período experimental teriam pelo menos uma aula observada por nós com feedback sobre como é que as pessoas poderiam melhorar o seu desempenho docente.

Os professores têm todos eles um mentor atribuído, um professor catedrático ou um professor Associado com Agregação, uma pessoa sénior que funciona como mentor para os novos docentes. Os mentores não são do mesmo departamento. A ideia é que estas pessoas, estes professores e estes investigadores possam desenvolver o seu percurso de uma forma que vá ao encontro daquilo que se espera deles.

Numa escola como o Técnico espera-se que os professores e os investigadores contratados, no fim do seu período experimental, sejam considerados investigadores de topo nas áreas onde trabalham. Inclusivamente, há depois uma regra em que, quando as pessoas passam a ter o provimento definitivo, têm mesmo uma carta de investigadores de topo de outras universidades que digam que essa pessoa é um investigador notável. A ideia é exigir muito, mas também apoiar muito as pessoas. E a verdade é que eu acho que a escola reagiu muito positivamente. O termo que hoje em dia se usa muito, “coaching”, que é uma metodologia de desenvolvimento muito usada nas grandes empresas, é um bocadinho a permear todas estas atividades, ou seja, a tutoria pode ser vista como um tipo específico de “coaching”, a mentoria a este nível também. E daí que depois começámos a pensar mais em termos do núcleo de desenvolvimento académico. Neste sentido, observar aulas e dar feedback é um processo de desenvolvimento. O “Shaping the Future” é um programa de desenvolvimento, a tutoria é um programa de desenvolvimento. E mais, eu acho que o ensino, se tudo correr bem, é um processo de desenvolvimento, no fundo. Sobretudo numa escola com o nível de exigência e qualidade do Técnico, o ensino deverá ser tendencialmente “coaching”, de desenvolvimento, sobretudo quando os alunos evoluem mais para os segundos e terceiros ciclos, para as pessoas realmente irem mais longe e irem tão longe quanto possível na exploração dos seus recursos.

Diogo: O Núcleo de Desenvolvimento Académico é, no fundo, uma parte importante e fundamental daquilo a que gostamos de chamar a Comunidade do Técnico. A nós, enquanto jornal dos estudantes, interessa-nos fazer esta divulgação no sentido de espalhar a mensagem aos alunos, porque é sempre importante que todos os alunos saibam do importante contributo que oferecem diretamente aos alunos, indiretamente através do trabalho que desenvolvem junto dos docentes e investigadores, que vai sempre beneficiar os estudantes. Acho que é uma reivindicação antiga dos estudantes do Técnico, que os nossos professores não sejam só investigadores, que haja investimento nessa vertente da docência e da pedagogia. É por isso que estamos aqui hoje, até por uma questão de justiça e visibilidade, para que todos saibam do trabalho que têm feito.

Isabel: Essa é uma coisa para nós muito central. Eu estou muito convosco nesta ideia de comunidade mas não inteiramente nesta ideia de investigadores vs. professores. Houve uma altura em que no Técnico havia um bocado esta ideia de que os bons professores são aqueles que só se dedicam ao ensino e não investigam. Eu acho que isso não é verdade e eu dou muitas vezes este exemplo, que eu acho que é um exemplo muito claro para mim e que me é muito querido. Eu presumo que vocês saibam quem é o professor Vítor Cardoso, talvez um dos investigadores mais notáveis que nós temos aqui no Técnico. Não será o único mas de facto ele ganhou bolsas e financiamentos muito avultados e ele é visto sobretudo como investigador. Acho que de uma certa maneira ele também se vê ele próprio mais como investigador. Contudo, não sei se vocês têm conhecimento disso, mas o professor Vítor Cardoso ganhou, salvo erro há dois anos letivos atrás, o prémio do melhor docente de primeiro ciclo naquele ano. Eu gosto sempre de contar esta história porque eu acho que um bom investigador deve sempre desenvolver as suas competências para ser um bom professor e acho que os alunos têm mais a ganhar em ter bons investigadores que também são bons comunicadores do que em ter professores que não são investigadores.

Esta componente muito forte no Técnico de ter bons professores e bons investigadores vem da grande tradição de investigação do Técnico. Recentemente saiu o ranking de investigadores: muitos investigadores do Técnico muito bem posicionados. Eu acho que vocês têm muito a ganhar com isso, eu vou dar um exemplo muito pequenino. Hoje estivemos a dar um feedback a um professor daqui do Técnico que fomos observar uma aula. Ele é sobretudo investigador, ele próprio se vê mais como investigador e aquela era inclusivamente a sua primeira aula teórica que ele alguma vez tinha dado, ele trabalha sobretudo em laboratório, investigação, etc… E isto vai pegar agora com a questão de comunidade. Nós estávamos a dar este feedback sobre como é que podia melhorar as aulas e uma coisa que ouvi na aula dele e que nós achámos absolutamente incrível era que ele sabia contar as histórias de todos os investigadores de topo da área dele, ele sabia contar essas histórias e era super inspirador para os alunos. Eu acho que é isto que os alunos procuram aqui no Técnico, ele mostrava uma entrevista sobre uma super investigadora e dizia “Vocês podem ir para o laboratório dela investigar! Daqui a uns tempos se calhar estão lá”. O facto de um professor ser também investigador permite-vos estar imediatamente na crista da onda da investigação, naquela área que é uma coisa que nós às vezes não vimos com alguns professores que no fundo já não se dedicam à investigação. E eu acho que isso é importante porque contraria um bocadinho esta ideia de que uma coisa é ser um bom investigador e outra professor. Eu percebo que a tua pergunta não foi nesse sentido mas é uma boa oportunidade para explicar.

Voltando ao sentido de comunidade, nós estávamos a conversar com ele sobre como é que uma turma pode ser uma comunidade. Como é que nós podemos encarar uma turma como uma comunidade e pôr as pessoas todas dentro da turma a ajudarem-se umas às outras, a cooperarem, a estudarem em conjunto. Ele disse-nos “pois, eu faço isso com a minha equipa de investigação mas se calhar não vejo que posso também fazer isso na minha turma com os meus alunos” e eu acho que esta é para mim a grande lição. Acho que aquilo que mencionaste é mesmo muito verdade, ou seja, eu acho que cada vez mais no Técnico devíamos começar a criar um sentido de comunidade: Os professores ajudam os alunos, os alunos ajudam os professores. Os investigadores participam e envolvem os alunos em projetos de investigação. Os funcionários falam com os alunos e ajudam. Para mim esta ideia de desenvolvimento está muito associada a uma ideia de comunidade. E aí vocês têm feito um ótimo trabalho. Nós temos tentado fazer esse trabalho mas eu acho que é uma tarefa onde todos nós seremos sempre poucos para instalar mais esta ideia. O Técnico, que já vai muito longe com os recursos que tem, acho que irá muito mais longe no dia em que se sentir a si próprio como uma comunidade. Em que as pessoas estão cá para se apoiarem umas às outras. Seremos todos muito melhores. Esse é o meu mote.

Vanessa: Gostava de agradecer pela explicação detalhada. Eu acho que muitos estudantes, especialmente agora os caloiros que entraram ainda neste contexto de pandemia, eu própria entrei mesmo no contexto pandémico, estou no segundo ano mas acho que apesar das coisas já estarem melhores e mais agilizadas acabamos por ainda estar numa época confusa, também pela introdução do novo modelo de ensino, há vários fatores que ainda nos fazem desconhecer partes do Técnico que podemos usufruir. E acho que esta explicação detalhada de todos os projetos que o NDA apoia e a maneira como influencia o percurso dos alunos foi muito importante. Como a Isabel estava a referir um bom investigador consegue sempre ser um bom professor. Toda a pedagogia já está lá instalada, um investigador para conseguir explicar a alguém o que está a fazer, a importância do seu estudo, tem que ter capacidade de comunicação e de conseguir comunicar com a equipa, com os seus superiores, com os financiadores… Os seres humanos gostam muito de ver as coisas em caixinhas e nem sempre conseguimos fazer aquela ligação: estou a investigar mas também estou a usar alguma pedagogia, talvez consiga com os meus alunos. É muito bom o NDA dar o feedback aos professores que “saltam”, digamos assim, da investigação para a parte da educação e acho que isso é muito importante tanto para os alunos perceberem que o professor quando é investigador está mesmo dentro da área, não é só teoria. Quando está a explicar uma certa fórmula, talvez na semana passada esteve a investigar e perceber como aquilo realmente funciona.

Isabel: E muitas vezes é apaixonado por aquilo que está a fazer e passa essa paixão aos alunos, que também é bom!

Vanessa: Exato, aí acaba por inspirar os alunos. É uma coisa muito emocional e não super teórica, já é algo que envolve o seu sentimento e assim é muito melhor para os alunos aprenderem. Mesmo que não adorem aquela cadeira, acaba-se sempre por sentir que o professor faz valer a pena. Eu tenho um exemplo, tenho uma cadeira que não é muito o meu tipo mas que estou a adorar pelo docente e como ele está a ensinar. 

Então eu queria fazer algumas perguntas, especialmente relevantes para os novos alunos. Qual é a maneira mais eficaz dos alunos contactarem o NDA e que projetos estão a ser desenvolvidos em prol do apoio dos estudantes?

Isabel: Eu acho que neste momento a melhor maneira de contactar o NDA é mesmo mandar um e-mail: nda@tecnico.ulisboa.pt. Nós somos normalmente bastante cuidadosos a responder aos emails dos alunos e, portanto, eu acho que essa será a melhor maneira de o aluno entrar em contacto connosco. Deixa-me dizer outra coisa, já que vocês no fundo podem difundir a nossa voz mais junto aos alunos: Acho que o mais importante de tudo é o aluno não ter problemas em dizer “eu preciso de ajuda”. Aliás, ajuda nem é uma boa palavra. Na realidade é “eu quero-me desenvolver”, daí núcleo de desenvolvimento. “Eu quero desenvolver as minhas competências”, independentemente de estar com bons resultados ou maus resultados, de ter as minhas competências transversais muito ou pouco desenvolvidas, eu acho que todos nós temos a ganhar em dizer “eu quero ir mais além” e portanto o NDA está cá para os alunos irem mais além, independentemente do ponto de partida.

Eu acho que voltamos ao sentido de comunidade, ou seja, comunidades fortes são mais resilientes. Se nós formos uma comunidade forte, somos mais resilientes e uma comunidade forte é uma comunidade que toma conta dos vulneráveis. Se nós não tomarmos conta das pessoas que são mais vulneráveis entre nós, nós próprios vamos ficar enfraquecidos. Sei que isso não é uma coisa completamente óbvia mas na realidade isso é verdadeiramente importante. Nessa linha do que tu perguntaste, dos projetos que nós desenvolvemos durante a pandemia, vou falar de algumas algumas situações concretas. Como temos alguns alunos que têm bolsas de estudo que são dadas por mecenas, eles dão um contributo para a escola fazendo atividades de voluntariado. Isto é uma coisa para nós natural. Ou seja, nós queremos que as pessoas se envolvam e que haja sempre este sentido de dar e receber, que a comunidade devolva aquilo que pode devolver mas haja esta ideia de que não é tirar coisas sem dar de troca. As salas de estudo são exatamente isso, são sítios onde os alunos podem estudar em conjunto com outros alunos que, no fundo, são voluntários para orientar o trabalho, para conversar, para motivar os colegas. Outro trabalho que nós fazemos é o “coaching” académico aos alunos que precisam de desenvolver algum tipo de competência própria: a gestão do tempo, o trabalho de equipa, estabelecer objetivos. Temos também pessoas que podem ajudar nisso. Além disso, também ajudamos em todas as questões em torno da saúde mental e do bem estar dos alunos, que eu acho que são muito sérias. E portanto a nossa capacidade de resposta às vezes também fica um bocadinho limitada. Há sempre alguns alunos que precisam de mais da nossa atenção, outros que não precisam de tanta. E quando o aluno já não precisa de nós é delicioso: muitas vezes o que fazem é pegar noutro pela mão e dizer “Eu já estou ok. Agora façam com ele aquilo que fizeram comigo.” Primeiro, porque eu acho que ninguém gosta de ser dependente, e portanto as pessoas estão aqui numa lógica de desenvolvimento e o que elas querem é ser autónomas. Elas vêm à procura de que as ajudem a ganhar essa autonomia e depois puxar outros para essa autonomia, com este sentido de comunidade.

Temos as salas de estudo, temos este coaching mais individualizado, durante a pandemia também começámos a trabalhar com alguns alunos que estão muito motivados para as questões da saúde mental e que criaram depois o clube de estudantes pela saúde mental e inclusão. Organizaram, por exemplo, as Brainstorms, onde toda a comunidade pode discutir ideias e vão convidando pessoas que podem vir falar sobre temas de saúde mental. Depois, nas salas de aula, nós estamos a fazer alguma formação e honestamente, a coisa que neste momento nós mais temos trabalhado, em termos de MEPP, é tentar ajustar o programa de tutorado. Um exemplo simples: um aluno do primeiro ano, principalmente como no teu caso quando entra num ano de pandemia, vai precisar de algum apoio do tutor. É sempre bom que procure outros apoios mas é natural que, por uma questão de orientação, de perceber como é que o Técnico funciona possa precisar de um tutor, de um mentor nesse primeiro impacto. Tipicamente, o aluno do segundo ano acha que já não precisa. E, honestamente, se os alunos não precisarem, ótimo. Ainda assim, muitas vezes eles precisam e apenas não veem as coisas dessa forma e ficam a sofrer um bocado em silêncio. Tipicamente não vão ao tutor, não vão ao mentor, não vêm ao NDA: não pedem ajuda em lado nenhum, e nisso é que o nosso sentido de comunidade nos pode ajudar, a ir à procura e perceber essas pessoas. O que nos leva de volta um bocadinho aos tutores, ou seja, aquilo que muitas vezes os tutores nos dizem é que os alunos não vão falar com eles e não os vêem como pessoas que os podem ajudar no seu desenvolvimento pessoal. Mas, por exemplo, os tutores são quase a primeira linha de defesa da escola na deteção de situações mais complicadas. Ou seja, muitas vezes são os tutores, alguns docentes também, que detetam os alunos e os encaminham para nós. E isso é muito importante e vocês de certa forma agora também podem dar mais visibilidade a este processo. Agora, um aluno de mestrado que está a entrar no novo ciclo, ou até um aluno de terceiro ano que está a precisar de fazer escolhas relativamente ao seu percurso no novo modelo do MEPP também precisam de apoio. Então nós estamos a pensar dar alguma modificação ao programa de tutoria e tentar que ele fique mais ajustado. Por exemplo, neste momento, qualquer aluno de qualquer curso de qualquer ano, mesmo que já não tenha o tutor automaticamente atribuído, pode pedir um tutor: chama-se o programa de tutoria a pedido. Portanto, qualquer aluno que queira, que precise, até por um período curto, pode solicitar esta ajuda. Por exemplo, vamos imaginar que estou inscrito na licenciatura de informática, mas que não estou a gostar nada disto e estava a pensar mudar para gestão. Nós podemos arranjar um tutor, que seja alguém de gestão, que vai falar com aquele aluno e o ajuda a perceber melhor o que é que a gestão realmente tem para oferecer. Ou que pura e simplesmente o aluno está num momento de dificuldade, por várias razões, e pediu um tutor especificamente no terceiro, no quarto ou no quinto ano porque está a ter ali uma dificuldade. E estou a mencionar isso porque o número de pedidos de tutoria tem aumentado imenso nos últimos anos. Também é engraçado que muitos tutores gostam de ser tutores a pedido, porque é um aluno que está verdadeiramente motivado e que vai de sua espontânea vontade pedir ajuda. Estas são as coisas mais significativas e aquilo que também no fundo ocupa a maior parte das nossas horas de atividade com os estudantes.

Vanessa: Por acaso eu já conhecia as salas de estudo, a tutoria: tenho uma tutora que é excelente, estive com ela há pouco tempo e ela quis falar sobre as cadeiras. Por vezes, as pessoas até estão orientadas e sabem o que estão a fazer mas é sempre bom ouvir uma opinião, de uma pessoa que é docente, que já passou por esta fase e que pode sempre dar uma palavra encorajadora. Acho que é muito bom expandirem o programa de tutoria porque eu tive uma experiência muito boa, a minha tutora sempre esteve lá a tentar comunicar connosco, mesmo quando nós não pedíamos tentava marcar reuniões. É importante tentar motivar os professores a serem tutores e fazer com que eles puxem por nós. Nós estamos com tantas pessoas e a fazer tantas coisas que nunca pensamos em parar e tentar falar com alguém sobre isso. O primeiro ano, lá está, é o ano em que a tutoria é mais importante, é bom ter sempre alguém a quem recorrer e a tutoria a pedido também é uma coisa muito boa para alunos com dúvidas ou com dificuldades. Acho que nesse sentido o trabalho do NDA está a ser excelente e estes projetos devem continuar a ser desenvolvidos.

Isabel: Queria só acrescentar uma coisa pequenina. Quando nós vamos ao restaurante e gostamos, nós dizemos aos nossos amigos próximos. Mas quando nós vamos a um restaurante e não gostamos e fomos muito maltratados, sobretudo se tínhamos uma expectativa muito elevada sobre a qualidade do restaurante, contamos a toda a gente e pomos nas redes sociais. O mesmo acontece com o Técnico, ou seja, quando um aluno tem uma má experiência no Técnico ele vai dizer a toda a gente e vai pôr nas redes sociais. A questão é que há muitos alunos que têm muito boas experiências mas vão falar dessas boas experiências mais localmente e não lhe vão dar o peso que na verdade as coisas têm. Não sei se têm isto presente mas o número de docentes excelentes ao longo dos anos no Técnico tem vindo a crescer imenso. É uma honra para os professores do Técnico, neste momento, receberem o prémio de docente excelente. Hoje em dia usam mais o Instagram, mas eu uso o Facebook, tenho muitos amigos meus do Técnico e quando é a altura da distribuição do prémio, no dia do Técnico, naquela maravilhosa cerimónia, eles põem no Facebook a fotografia do diploma. E nós costumamos entrevistar os docentes excelentes, essas entrevistas estão todas publicadas na página dos QUC. Qualquer professor do Técnico pode ir ver as entrevistas dos seus colegas e tirar ideias sobre como é que pode melhorar as suas aulas.

Toda esta lógica de que é importante ser um excelente docente é uma ideia cada vez mais difundida e que eu diria que faz cada vez mais parte da ideia de comunidade no Técnico. Isso eu acho que é maravilhoso. Eu sei que há tutores absolutamente espetaculares, há alguns que não são e as pessoas vão falar sobre isso, naturalmente, mas há muitos docentes absolutamente espetaculares e muito generosos. Por exemplo, os professores, lá está, neste sentido de comunidade, criaram uma página que vocês devem conhecer que é o SaRTRE (Sharing Remote Teaching and Research Experiences) que começou no tempo da pandemia. Também o conselho pedagógico tem promovido uma série de formações em que são os professores que ensinam aos colegas coisas que eles podem fazer para ajustar o ensino deles ao MEPP. Isto para mim é super importante e deixa-me muito contente e muito orgulhosa da minha escola, porque isto não é uma coisa fácil, as pessoas terem esta generosidade de se exporem perante os colegas. Fizemos algumas formações sobre o Kahoot mas essencialmente os professores ensinam-se uns aos outros, ou aprendem por eles próprios. Toda a gente usa o Kahoot e isso é espetacular porque vamos a outras escolas, falamos disso e toda a gente fica surpreendida. 

Diogo: É engraçado que também os professores se organizem em fóruns e se entreajudem, isso é algo que é muito natural para o corpo estudantil também. Uma boa parte dos cursos no Técnico também tem algo desse género, seja um fórum ou um repositório de material. Há sempre uma forte componente de interajuda e isso é especialmente importante para os alunos, porque, dentro da comunidade do Técnico, somos talvez a parte mais vulnerável, não só pela representatividade insuficiente em certos órgãos da escola mas também pela natureza da nossa presença aqui no Técnico, que é essencialmente passageira. Uma parte de nós se calhar nem tem interesse em tomar parte da comunidade mais alargada do Instituto. O NDA tem ajudado muito, não só nesse sentido como também na parte socioeconómica, com a questão das bolsas de estudo, do apoio aos alunos com necessidades educativas. Sobretudo agora com o contexto pandémico, suponho que todas estas dificuldades se tenham agravado drasticamente. Gostava de saber, relativamente ao apoio que dão na gestão temporal e no desempenho académico, como é que antecipam que o novo plano de estudos impacte a vida dos estudantes. É um modelo que tem vários méritos mas acaba por criar alguns “bottlenecks” – apesar de haver uma flexibilização do currículo. Falo por exemplo do fim das precedências e das cadeiras em semestre alternativo, que acaba por obrigar um aluno a esperar um ano letivo inteiro para recuperar uma cadeira.

Isabel: Honestamente, neste momento, eu acho que ainda é muito cedo para termos ideia do que é que vai acontecer em relação ao MEPP. No geral, eu diria que as coisas estão a correr melhor do que as pessoas temiam que corresse. Acho que esta ideia dos alunos trabalharem mais focados e não ficarem tão dispersos todo o tempo para muitos é bom. O facto dos alunos terem a possibilidade de ter um currículo mais flexível, também acho que é uma coisa boa. O problema é que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Eu acho que os alunos têm muito mais escolhas ao dispor deles, mas nós termos mais escolhas não nos torna mais felizes. É bom ter mais flexibilidade mas não faz de nós propriamente mais felizes. Agora, seguramente vos posso dizer uma coisa que eu acho que é seguro, ainda não há dados e continuo a dizer que é precoce mas acho que é importante o Técnico ter aproveitado o facto de ter sido obrigatório os cursos ficarem no formato 3+2. Na verdade, quando o Técnico soube que o formato ia ser o 3+2 e que isso ia ser obrigatório para quase todos os cursos, o Técnico já estava a refletir sobre o modelo pedagógico do Técnico, com a elaboração do CAMEPP. E estava a fazer isso com base naquilo que são as melhores práticas das escolas de Engenharia pelo mundo fora. Foi um trabalho super sério, muito longo, com uma equipa com para aí umas 10 pessoas que trabalharam com uma enorme dedicação à escola e uma capacidade de trabalho incrível, envolveram também alunos e produziram, eu acho, uma base de trabalho absolutamente espetacular.

Numa certa maneira, toda a gente pensava que se calhar isto nunca iria para a frente. Mas a verdade é que o Técnico conseguiu aquilo que muitas vezes consegue, tem esta aspiração de excelência que eu acho que é maravilhosa. Se ela for feita com carinho pelos mais vulneráveis acho que é absolutamente excelente as pessoas poderem estar numa escola onde se aspira à excelência. Às vezes conseguimos, outras vezes não conseguimos, mas aspirar a isso é mesmo importante. O que acabou por acontecer é que esta grande aspiração produziu um resultado ousado, que é realmente modificar o currículo, quase toda a estrutura do curso e manter a qualidade. Nós temos que ter uma orientação do desenvolvimento, temos que olhar para isto como um processo que se está a desenvolver e da qual todos somos parte. Se nós pensarmos que o Técnico, em cima do 3 + 2, fez uma grande mudança pedagógica, e, se como toda a gente me tem vindo a dizer, nos saímos melhor neste processo tão complexo do que uma boa parte das universidades que apenas fizeram o 3+2, acho que isso diz muito sobre aquilo que nós estamos a fazer aqui no Técnico e eu acho que isso só se faz precisamente com grande sentido comunidade. Todo o MEPP foi altamente discutido, provavelmente como nunca nada foi discutido aqui no Técnico: com os alunos, com os órgãos, com os professores, com os investigadores. Isso permitiu que as pessoas se apropriassem do modelo. Essa é a primeira resposta e aproveito aqui publicamente para fazer o meu voto de louvor à comissão que fez a execução, costuma-se dizer que o diabo está nos detalhes. O MEPP é uma coisa incrível mas era preciso que alguém estivesse disposto a pôr as mãos na massa e pôr isto a funcionar nos detalhes. Eu acho que a equipa e nomeadamente o professor Alexandre Francisco, que está agora à frente da Área Académica, foi uma equipa altamente corajosa e que verdadeiramente se dedicou a esta causa e por causa disso é que eu acho que em boa parte foi possível transformar o que estava no relatório em qualquer coisa de real. Em relação à tua questão, cada vez mais temos um pouco essa atenção com os mais vulneráveis, nós trabalhamos de facto com os estudantes com necessidades educativas especiais e é um trabalho de equipa. Foi lançada há muito pouco tempo uma página dedicada aos estudantes com necessidades educativas especiais, quem coordena esse grupo é a nossa colega Carla Costa do Tagus Park.

Nós neste momento temos uma rede em que, desde as pessoas que estão na área de graduação, na Alameda ou no Taguspark, as pessoas do Núcleo de Desenvolvimento Académico, as pessoas do NAPE, etc… temos entre nós uma rede que efetivamente funciona, que faz formação para os professores sobre como lidar com um aluno com Asperger, como lidar com um aluno que é surdo profundo, com um aluno que tem problemas de visão, problemas motores. Andámos a trabalhar com as bibliotecas para tornar os espaços de estudo acessíveis. Há toda uma lógica de tentar capacitar os estudantes e garantir que na realidade eles têm todo o apoio de que necessitam, obviamente na medida do possível, para poderem ser bem sucedidos.

Em relação à questão das bolsas de estudo, o aluno com dificuldades económicas pode candidatar-se às bolsas da Direção Geral do Ensino Superior e na verdade, eu acho que os alunos com reais dificuldades não têm dificuldade em aceder a essas bolsas. Isso é importante de dizer, os critérios das bolsas são mesmo orientados para pessoas com dificuldades económicas mas neste momento qualquer aluno em qualquer altura do ano pode pedir uma bolsa de estudo, não é só no início do ano. Qualquer aluno pode pedir desde que comprove que realmente cumpre os critérios de atribuição das bolsas de estudo. Isto é um ponto muito importante, até por outra razão. Há equipas dentro do Técnico que estabelecem relações com mecenas e alguns deles estão disponíveis para dar bolsas de estudo. Vou-vos dar dois exemplos, que eu acho que são muito bonitos e muito invulgares no panorama em Portugal, já não tanto felizmente. Uma delas é uma bolsa que é dada a alunos de engenharia civil e que é oferecida pela família de um antigo aluno, um engenheiro, que morreu sem ter filhos naturais. A família decidiu preservar o nome e atribuir uma bolsa que tem o nome dele e é para alunos de Civil. Eu acho que isso é super bonito, na realidade nem é só uma bolsa, são várias: constituem um fundo e depois vai dando para várias bolsas.

Outro exemplo, que é muito recente, é uma bolsa de uma família de um aluno que infelizmente nunca chegou a estudar no Técnico. Ele queria candidatar-se ao Técnico mas entretanto morreu num acidente e a família, também para homenagear esse potencial aluno que um dia poderia estar aqui, criou uma bolsa com o nome dele. O que nós fazemos é gerir os processos de atribuição de bolsas destes alunos através deste mecenato. Agora, há muitos alunos carenciados? A resposta é sim e não: por um lado, o aluno que vem para o Técnico, muitas vezes, tem algum à-vontade financeiro. Mas os que não têm, frequentemente candidatam-se às bolsas da ação social e conseguem ter essas bolsas. Algumas destas bolsas permitem alguns grupos específicos de alunos terem um apoio que por exemplo transcende o próprio apoio da DGES. Todas estas bolsas têm como contrapartida a questão do voluntariado. Nós achamos que isso é uma coisa importante. Na verdade, neste momento um aluno com dificuldades só não estuda se realmente não procurar ativamente esses apoios que existem. Da mesma forma, desde o período da grande crise económica que nós vivemos todos que a Associação dos Antigos Alunos do Técnico também oferece bolsas de estudo para emergência súbita. Portanto, aí são os antigos alunos do Técnico que, na verdade, financiam alunos, por exemplo pagando as propinas quando eles realmente estão numa situação de grande aflição. Inclusivamente, nós podemos encaminhar os alunos para bolsas. Os alunos estrangeiros, por exemplo, não têm acesso a estas bolsas mas nós sabemos que bolsas é que existem para eles. Há esse cuidado de procurar e encontrar soluções para toda e qualquer pessoa que, estando vulnerável, precise de algum apoio para se conseguir desenvolver, seja nas necessidades educativas especiais, seja com as bolsas de estudo, seja com questões de saúde mental ou com questões de dificuldades de gestão académica. A ideia é que ninguém fique prejudicado, no entendimento que todas as pessoas do Técnico são inteligentes mais do que o suficiente para acabar o curso e nós não queremos talento desperdiçado. 

Vanessa: Para terminar queria apenas dizer, relativamente ao MEPP, que, apesar de, como alunos, sabermos pouco mais do que o plano de transição, sabemos que é algo que está a ser desenvolvido e aperfeiçoado. E é importante que se ouçam os comentários dos docentes e dos alunos. De resto, quero agradecer o tempo que esteve aqui connosco, esperamos que os leitores passem a perceber melhor o trabalho do NDA e que se sintam à vontade para pedir ajuda. Penso que após passarmos tanto tempo em pandemia é normal que sintamos que “sou eu por mim”. E apesar disso por um lado ser bom porque nós devemos poder contar connosco próprios também não há mal nenhum nem se perde em honra em pedir ajuda e ser apoiado.

Isabel: Eu posso só apontar algo em relação a isso, que é a diferença entre ser independente e autónomo. A independência não é fixe. É uma espécie de coisa que é o oposto da comunidade e é muitas vezes um projeto narcísico, se me é permitido agora ser um bocadinho mais psicóloga. Eu acho que aspirar à excelência não deve ser um projeto narcísico, de engrandecimento pessoal ou até da escola como um todo. Deve ser encarado dum ponto de vista de desenvolvimento verdadeiro. Aspirar a ir tão longe quanto se possa ir, porque isso também significa que eu vou poder contribuir mais para a minha comunidade. Como é que eu meço o meu sucesso como ser humano? Por quanto rendimento é que eu tenho mensalmente? Posso medir assim… é um critério! Mas também podes pensar assim, e muitas vezes falo isso com colegas meus: eu meço o meu sucesso pelo número de postos de trabalho que eu criar. Para mim é esse o meu critério, eu não quero as coisas para o meu engrandecimento, quero que aqui no Técnico e noutras escolas, as pessoas digam “estes profissionais fazem falta. Vamos abrir este posto de trabalho”. E eu acho que esta é uma outra perspetiva. Podes aspirar a ser excelente desde que dessa excelência te venha esta ideia de comunidade e de reinvestires na tua comunidade. Nós queremos ser autónomos, nós queremos fazer as coisas por nós próprios, não queremos ser independentes, não queremos brilhar sem brilhar no contexto de uma comunidade. O que tu disseste apanha mesmo a essência disto. Sim, vocês devem ser autónomos, não devem pesar aos vossos pais se puderem evitá-lo, devem tentar ter força e energia para ajudar outras pessoas, puxá-las para cima. Acho que há demasiado pensamento independentista, no mau sentido da palavra. Eu acho que não é por aí, pelo menos é a minha convicção profunda que não é por aí.

Diogo: Para terminar, deixo o repto a todos para continuarem atentos às novidades do NDA, à divulgação das bolsas de estudo e, no fundo, como o que temos vindo a discutir, convido todos a envolverem-se mais na comunidade do Técnico, também com o Núcleo de Desenvolvimento Académico, não só na perspetiva de receber mas também de prestar serviço aos nossos colegas, como nas salas de estudo online.

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