Onde as Ideias Voam: O novo Laboratório de Aeroespacial

Autoria: Afonso Sousa (LEAer) e João Barata (LEAer)

Inaugurado neste ano letivo, o novo Laboratório de Aeroespacial procura elevar a investigação da área no Instituto Superior Técnico. De forma a conhecer melhor o todo  processo até à inauguração, o Diferencial entrevistou o professor Fernando Lau, coordenador da Licenciatura em Engenharia Aeroespacial, bem como o núcleo estudantil AeroTéc.

Contexto Histórico

Há muito que se antecipava um espaço dedicado ao curso de Aeroespacial. Deste modo, um dos antigos Laboratórios utilizados pelo corpo docente foi recentemente renovado, o que promete ampliar a presença desta área no IST.

A abertura oficial do espaço, situado no piso -1 do Pavilhão de Mecânica III, realizou-se no passado dia 24 de setembro. O IST contou com a colaboração da empresa TEKEVER, que integra a Rede de Parceiros do Técnico, tendo esta empresa raízes em alumni da faculdade.

Surge então a necessidade de entender todo o processo de restauração do espaço, bem como as motivações rejuvenescidas do corpo docente e alunos.

Entrevista ao Professor Fernando Lau

O Diferencial começou por entrevistar Fernando Lau, cuja presença foi fundamental ao longo de todo o processo:

Para que servia o espaço antes da inauguração do laboratório?

“O espaço servia essencialmente como laboratório de investigação, com grande parte da sua área ocupada por um túnel que, entretanto, foi considerado obsoleto quando foi desmontado. Embora também já tivesse áreas que tinham a utilização que continuam a ter: uma área dedicada à aviónica e uma área dedicada à manufatura. Agora criámos novas áreas para ensaios de produção e uma sala limpa para montagem de microssatélites.”

Comparando fotografias do espaço antes e após a renovação, deve ter sido um processo bastante longo. Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas?

“As maiores dificuldades são sempre a burocracia associada a uma instituição pública e, como é óbvio também, encontrar financiamento. A partir do momento em que a Tekever se predispôs a financiar diretamente a renovação, o processo foi relativamente rápido. Aliás, eu diria que foi um recorde para o Técnico. Demorou ainda algum tempo a formalizar como é que seria operacionalizado, mas a partir do momento em que se chegou à decisão de que seria a Tekever a contratar diretamente todos os empreiteiros, eu diria que em meio ano tínhamos as obras feitas, o que para nós foi uma grande satisfação.”

O que significa para o corpo docente ter a retribuição de ex-alunos?

“Acaba por ser muito gratificante. Todo o trabalho da Tekever nos últimos anos tem sido ligado à aeronáutica e à defesa (e também ao espaço). A Tekever, neste momento, é o primeiro unicórnio [português] na área da defesa, com valorização de mais de mil milhões de euros, e constitui uma das principais empresas na área da defesa na Europa. Tem mais de mil trabalhadores e o financiamento que fez no laboratório – acima de 250 mil euros na sua renovação -, à parte de todo o apoio que tem dado ao Técnico, para nós foi crucial.”

Como é que o laboratório terá impacto nas Unidades Curriculares dos vários cursos de Aeroespacial?

“A ideia, neste momento, é que o laboratório passe a ser um laboratório de investigação, mas também um laboratório de ensino, e que cubra a maior parte, se não a totalidade, das áreas fundamentais da Engenharia Aeroespacial. Ou seja, a nossa ideia é que cadeiras como Desempenho, Aeroelasticidade ou Estabilidade de voo possam ter pequenos exemplos que sejam testados nos equipamentos que vão ser adquiridos no próximo ano para o laboratório. Ao mesmo tempo, o nosso objetivo é que ele dê todas as condições para que os vários projetos do núcleo de estudantes possam desenvolver as suas atividades extracurriculares – o ATLAS e o RED, em particular.”

Como tem mudado a rotina do corpo docente? Passam muito tempo cá em comparação com o que passavam antes?

“Nós, neste momento, estamos a passar mais tempo cá. O laboratório ainda está numa fase de, digamos assim, adaptação. Ainda estamos a criar rotinas, estamos a criar protocolos de utilização para que cada núcleo, mediante pedido, possa ter acesso ao laboratório e utilizá-lo com responsabilidade. Para o efeito, a criação da figura do Técnico de Laboratório foi essencial, porque nos próximos tempos será a quem, para todos os efeitos, os alunos deverão pedir autorização para utilizar o laboratório. A partir do momento em que nós tivermos, finalmente, todo o equipamento que o laboratório vai ter, a utilização será muito mais frequente. Ou seja, o que eu queria reforçar é que estamos em fase de adquirir um túnel de vento com uma secção de teste de 1,5 por 1,5 e com velocidade máxima de 50 metros por segundo, que, mais uma vez, estará à disposição dos alunos de licenciatura, mestrado e doutoramento e das várias cadeiras. Vamos ter também todo um equipamento de ensaios de rotores para avaliar a sua eficiência e uma bancada de simulação de emissões para simular motores turbofan. Portanto, esse equipamento, juntamente com a renovação de todas as ferramentas que o laboratório tem (máquina de CNC, máquinas de corte, etc.), vai garantir todas as necessidades que os alunos têm para desenvolver os seus projetos.”

Figura 2: Laboratório de Aeroespacial (Pav. Mec. III) | Fonte: Gabriel Barata (Diferencial)

Na entrada do laboratório, há uma frase: “Onde as ideias levantam voo”. Que motivações é que esta frase e o laboratório trazem para o desenvolvimento da indústria aeroespacial aqui em Portugal?

“Essa frase é da iniciativa da Tekever e a ideia é, de facto, com estímulos visuais, contribuir para o estado de espírito dos alunos. Portanto, nós neste momento consideramos que, tanto quanto possível, e tendo em conta a qualidade do espaço que foi criado, os alunos têm todas as condições, ou muito melhores condições do que tinham (isso seguramente), para concretizarem os seus sonhos e os seus projetos.”

O curso de Engenharia Aeroespacial ainda não possui (ou merece) um pavilhão. Gostava de saber se o desenvolvimento deste laboratório é como que um degrau para um dia podermos ter e concretizar o pavilhão de Aeroespacial.

“Mais do que um pavilhão, porque o espaço no Técnico é bastante limitado, eu diria que o que nós provavelmente almejaríamos era criar um departamento de Engenharia Aeroespacial, e aí logo se veria depois se isso se concretizava num pavilhão.”

Figura 3: Laboratório de Aeroespacial (Pav. Mec. III) | Fonte: Afonso Sousa (Diferencial)

Entrevista ao AeroTéc

Seguidamente, procedeu-se à entrevista de colaboradores do núcleo AeroTéc: Sara Casimiro (presidente do AeroTéc), Francisco Rafael (coordenador do projeto ACE Pilot) e Tiago Cunha (membro da equipa de manufatura do projeto BLUE e team leader do departamento de propulsão do projeto RED). O intuito desta sondagem aos estudantes foi perceber as suas motivações, bem como a sua intervenção no processo que começou em fevereiro:

O processo de renovação do laboratório foi bastante longo. Como contribuíram os alunos para o mesmo e quais as dificuldades enfrentadas?

Sara: “Enquanto alunos, a nossa contribuição foi retirar tudo aquilo que tínhamos aqui dentro e alocar a outro espaço, para que pudessem ser feitas as obras. Por isso, no ano passado, tivemos que tirar todas as nossas coisas. O Técnico cedeu-nos um espaço para as guardarmos e fomos trabalhando em salas também cedidas pelo Técnico. Mais para o fim, a nossa contribuição na renovação do laboratório foi uma grande parte do equipamento que temos de mobiliário atualmente. Fomos nós que o montámos, distribuímos e fizemos a decoração. Depois tivemos que voltar a trazer todo o nosso material. A nossa contribuição não foi tanto ao nível das obras (aí foi por parte da Tekever), mas mais ao nível da organização e montagem do novo mobiliário no laboratório.

Francisco: “Na parte de montagem, estivemos a montar a máquina de laser e temos agora também de montar a máquina de fio quente, que esteve parada durante algum tempo. Fora isso, também foi um desafio quando estivemos fora do laboratório: tivemos um espaço cedido pelo Técnico onde nos reuníamos e fazíamos as impressões 3D, mas era um desafio organizarmo-nos todos.

Tiago: “Quanto ao BLUE, a parte de impressão 3D era possível de se fazer na central de segurança (que era o outro local), mas a parte, por exemplo, de CNC, de maquinação de metais, era de todo impossível. Então o projeto esteve quase parado durante este período que o laboratório esteve fechado. Da mesma forma, no RED, com projetos de dimensões ainda um bocadinho maiores, exatamente a mesma coisa. As equipas não tinham o material necessário. Especialmente a propulsão: era muito difícil, porque nós temos muitas peças, temos o fabrico do combustível, temos a montagem dos motores e tudo mais, que são peças que demoram algum tempo, que precisam de vários materiais, precisam de uma bancada de trabalho relativamente grande. E não tínhamos de todo acesso a esse tipo de condições. Tínhamos de estar sempre atrás de locais e a falar com alguém que nos conseguisse arranjar.

A empresa que colaborou para a inauguração do Laboratório, a Tekever, tem raízes em alumni do IST.  O que significa para os alunos sentir a retribuição de colegas mais velhos?

Sara: “É gratificante vermos que o pessoal que saiu do Técnico continua a apoiar a instituição e, nomeadamente, os alunos, porque, no fundo, o laboratório é, maioritariamente, para o trabalho dos estudantes. Por isso, é gratificante ver que há uma contribuição para que possamos continuar a trabalhar e que, talvez um dia, alguns de nós possam juntar-se também à Tekever. O laboratório agora está muito mais funcional, com um espaço de trabalho ótimo, e, o facto de ter sido uma empresa do setor aeroespacial a contribuir para a renovação, claro que nos ajudou, porque têm mais conhecimento acerca do trabalho que fazemos e daquilo que precisamos. Por isso contribuiu para a organização ótima do laboratório para o nosso trabalho.”

Francisco: “Definitivamente, o trabalho da Tekever cá no laboratório foi impressionante. O espaço está muito bom. Temos muitos espaços, temos muitas ferramentas que podemos usar e temos algo que nos aproxima das empresas. É algo que nos pode preparar para o futuro quando nos candidatarmos a uma empresa, por exemplo, como a Tekever. Fora isso, no ACEP, posso dizer que a Tekever também nos apoia. Foram bastante úteis na parte da escolha das fibras para o nosso planador, que estamos a desenvolver, para a categoria F5J. No geral, têm sido um grande apoiante do projeto inteiro.”

Tiago: “No BLUE, o coordenador, na última reunião que tivemos, falou que estava em contacto com a Tekever. Da mesma forma, também é uma imagem diferente que passa dos projetos do núcleo. No antigo laboratório, se convidássemos, por algum motivo, uma empresa para vir cá visitar o laboratório, as condições que nós tínhamos não eram de todo as melhores, era muita desorganização. […] neste momento, se chamarmos cá uma empresa ou algo do género, mostra uma imagem de profissionalismo, mostra que somos um núcleo competente, que quer fazer coisas e passa uma imagem de confiança.

Em cada um dos vossos projetos, quais são as principais mudanças ao comparar o trabalho que faziam antes e o trabalho que fazem agora?

Tiago: “Não é assim tão linear, porque a paragem foi grande e o núcleo também mudou bastante nesse intervalo. Os investimentos que cada um dos projetos recebe, especialmente no BLUE, aumentaram bastante. As ambições dos próprios projetos também mudaram. Houve ali um tempo de reflexão em que cada um de nós pôde pensar quais é que poderiam ser os próximos objetivos quando tudo voltasse. Ficamos com aquele bichinho de ‘ok, quando o laboratório voltar a abrir, isto agora vai ser diferente, a gente vai querer fazer mais, mais, mais…’ Começamos a tentar: por exemplo, neste momento estamos a acabar o nosso modelo de exibição, que vai ser uma réplica de um para um do motor que vamos construir. Pretendemos começar a fazer a construção do motor em si no início do segundo semestre. Até lá, pelo menos, queremos ter isso começado. Quanto ao RED, nós temos um projeto ambicioso que foi o último motor passar para propulsão híbrida e, a partir do momento em que o laboratório abriu, as condições de trabalho começaram a melhorar mesmo muito. Nós conseguimos, de facto, começar a fazer testes e a fazer a montagem toda do motor. Mas sim, dá asas, há um potencial novo que cada um dos projetos pode explorar.”

Francisco: “O ACEP mudou um bocado a dinâmica com este novo laboratório, com mais espaços para reuniões e com melhor qualidade dos espaços de trabalho. Na parte de manufatura avançada, temos muito melhor material para utilizar, com o qual podemos construir com mais precisão as nossas gaivotas e também fazer as laminações para o nosso novo projeto de F5J. Além disso, tivemos novas máquinas, como a laser cut, no sítio desejado, e, portanto, temos muito maior eficiência de trabalho. Antes utilizávamos, maioritariamente, a laser cut do iStart e do FabLab, em que necessitávamos de nos deslocar a outro espaço. Só essa deslocação já nos tirava a flexibilidade. Como temos tudo neste espaço, isso permite-nos muito maior eficiência e, no geral, mais facilidade de trabalho para o nosso projeto.”

Sara: “Na generalidade do núcleo, penso que o laboratório veio ajudar muito à coexistência de todos os projetos, porque o AeroTéc é constituído por oito projetos, que várias vezes trabalham em simultâneo. No laboratório antigo, tínhamos apenas dois espaços de trabalho, que eram a sala de manufatura avançada, onde são feitos trabalhos mais técnicos, e uma zona que chamamos de zona limpa, que estava alocada, em grande parte, à arrumação do material e a trabalhos não tão técnicos e reuniões. Agora, com o novo laboratório, temos muito mais espaços: a zona limpa mantém-se, com uma arrumação muito mais dinamizada e organizada, a zona de manufatura avançada também se mantém, que é a área essencial de trabalho, e depois temos outras zonas como o laboratório de aviónica, o laboratório de propulsão e o laboratório de Espaço. E uma mezzanine que permite agilizar mais reuniões simultâneas. Por isso, tornou muito mais fácil a coexistência dos oito projetos aqui no laboratório. Em relação às máquinas, falta essencialmente um túnel de vento, que é um concurso público (não foi disponibilizado pela Tekever) e falta ainda chegar: se calhar para o ano, mais para o fim do semestre, em princípio. Falta colocar a máquina de fio quente a funcionar, que já temos cá, mas ainda não está funcional, e faltam uns equipamentos para a Unidade Curricular (UC) de Emissões Aeronáuticas, que também hão de chegar.”

Figura 4: Laboratório de Aeroespacial (Pav. Mec. III) | Fonte: Gabriel Barata (Diferencial)

Agora que estão todos os projetos no mesmo sítio, há uma melhor comunicação, uma melhor entreajuda entre os vários projetos, estarem mais interligados do que estavam antes?

Tiago: “Sim, antes do laboratório entrar em obras já era isso que acontecia. Era todo um ambiente de comunidade, em que nós vínhamos cá e sabíamos que íamos sempre encontrar alguma pessoa conhecida para começar a conversar. Entretanto, depois de tantas obras, houve uma dispersão dos membros. Era mais difícil ter esses momentos de conexão entre as diferentes equipas de um determinado projeto. Isso agora tem voltado a acontecer outra vez. Acho que falo de modo generalizado quanto à questão [em] que todos vão tocar bastante, que é o facto de termos espaço para fazer reuniões. Também facilita muito.
Temos monitores que permitem a disposição fácil das ideias das reuniões, o ‘fazer sarrabiscos’ e toda a gente conseguir ver e perceber o que é que estamos a pensar. Acho que é um bocado por aí.”

Sara: “Potencializa a colaboração entre projetos: por exemplo, o ACEP e o BLUE.
O BLUE, neste momento, está a trabalhar num motor para integrar num dos aviões do ACEP. Ou seja, há colaboração entre os vários projetos do núcleo. O RED e o Workshop também colaboram bastante, porque o RED produz os rockets e o Workshop é um workshop de rockets e então estão sempre interligados quando vão fazer os workshops. Com um espaço maior e mais amplo para o trabalho, consegue-se potencializar essa colaboração.”

Francisco: “Além disso, também existe muita partilha de conhecimentos. Posso dar o exemplo da parte do ATLAS, que nos ajuda bastante nas laminações, onde nos dá dicas e temos bastante interação e entreajuda entre os dois projetos. Da parte do RED, também temos uma mini entreajuda na parte de eletrónica, onde estou a desenvolver um controlador de voo, e eles dão-nos bastante apoio na parte da seleção de prestadores e de como desenvolver o controlador de voo em si, no geral.”

Que novos projetos e atividades está o AeroTéc a preparar ou pensar para potencializar e promover as novas capacidades do laboratório?

Sara: “Essencialmente, em relação aos novos alunos e à atração de mais membros para o núcleo, temos tido visitas de estudo de alunos de escolas secundárias aqui ao laboratório, bem como visitas de alguns órgãos empresariais. Por isso, permite-nos estabelecer todo esse contacto. O laboratório antigamente estava fechado ao público, porque não tínhamos as condições de visibilidade nem de exposição do espaço. Agora é um espaço muito mais amplo, dinamizado, organizado e, no fundo, limpo, e podemos abrir portas para empresas, para alunos do secundário e para outros alunos aqui do Técnico. Também tivemos o dia aberto do AeroTéc na altura do recrutamento, onde quem quisesse candidatar-se (ou não), poderia vir ver o laboratório. Acho que o facto de termos este novo espaço aumentou muito as candidaturas do recrutamento no primeiro semestre, por exemplo.”

Francisco: “No geral, este novo espaço permite criar uma comunidade entre todos os alunos do Técnico, até de diferentes cursos, onde nos juntamos e conseguimos desenvolver um projeto de interesse em comum, que é bastante interessante para a comunidade e para a interação entre alunos.”

Quais são agora os sonhos e desejos do AeroTéc para o futuro?

Sara: “A grande ambição do núcleo é a aproximação, porque com um semestre e ainda alguma parte do início deste semestre sem o laboratório, houve uma grande separação dos membros do núcleo, quer dos projetos entre eles, quer, às vezes, das próprias equipas dentro de um projeto, porque as condições de trabalho eram outras sem o laboratório. Por isso, a grande ambição é voltar a ter essa aproximação entre os projetos e os membros do núcleo. Em relação aos projetos, em específico, acho que a grande ambição é os objetivos que têm, porque, com o laboratório concretizado, é muito mais fácil trabalhar para eles. Nomeadamente, o ACEP quer concluir o modelo para a competição F5J.”

Tiago: “No caso do BLUE, queremos terminar o nosso segundo motor, o BLUEtooth, e agora com o laboratório temos as condições. No caso do RED, queremos voltar a fazer uma nova reiteração do nosso motor híbrido e queremos voltar a lançar aquele rocket que está em exposição, a Amália. Honestamente, as condições do laboratório agora são perfeitas. As únicas coisas que vão faltando, às vezes, é material de maquinaria pesada, que não é barato e não é fácil de arranjar e que sabemos que vai ser sempre uma limitação a longo prazo. Mas, pouco a pouco, as coisas vão-se resolvendo, vamos começando a adquirir mais material e pronto, vão melhorando as condições do laboratório.”

Figura 5: Laboratório de Aeroespacial (Pav. Mec. III) | Fonte: Gabriel Barata (Diferencial)

Em suma, o Laboratório é um primeiro passo na construção de uma área de Engenharia Aeroespacial cada vez mais predominante no Instituto Superior Técnico. Qualquer aluno poderá frequentar este espaço, mediante reserva prévia solicitada ao corpo docente responsável.

Assim, os alunos terão agora um espaço muito mais desenvolvido para a execução de atividades laboratoriais de diversas UC, bem como investigação independente. Estas condições motivarão uma preparação mais prática e coesa dos alunos, transmitindo-lhes conhecimentos e experiência acerca do método de trabalho na área fora da sala de aula.

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