Enquanto Jornal dos Estudantes do IST, assumimos como missão relatar as experiências dos alunos, questionar os órgãos superiores, investigar problemas estruturais da faculdade e garantir um espaço seguro de expressão livre àqueles que querem que a sua voz seja ouvida, independentemente do seu grau académico ou experiência literária.

Ora, é neste sentido que a presente edição oferece um conjunto de artigos e temas tão variados quanto os alunos da nossa instituição, embora ligados por uma mesma ponte – o Técnico. 

Dado que a nossa experiência não se restringe ao estudo de questões técnicas, pois tal seria uma visão certamente pouco integral, os artigos escritos passam por problemas de natureza generalizada, reflexões profundas sobre as mudanças com que nos temos deparado e experiências pessoais transformadas em exposições algo objetivas.

Tocamos na importância e em que consiste um sono saudável, no papel das HACS (Humanidades, Artes e Ciências Sociais) na formação de engenheiros, na organização do sistema educacional e na presença de machismo nos mais diversos meios da faculdade.

Entendemos a necessidade de se fomentar o sentido de comunidade no Técnico e prezamos especialmente a ideia de o nosso trabalho contribuir, mesmo que de maneira singela, para este fim. A vivência de um estudante no nosso Instituto é particularmente vulnerável, não só pela representação insuficiente dos estudantes em alguns órgãos cruciais, mas, fundamentalmente, pela natureza transitória do nosso percurso pelo Técnico. Uma boa parte do corpo estudantil não se envolve diretamente com a coletividade alargada do Instituto, com razão. É também nesse sentido que trazemos estes assuntos relevantes para a discussão, para chamar todos para a conversa e assim dar mais visibilidade a várias questões e projetos que são do interesse alargado dos estudantes.

Convidamos a comunidade académica a ler atentamente a edição, quer seja em modo de descoberta quer em modo de investigação mais aprofundada de assuntos já conhecidos. Desafiamos os leitores a realizarem não só uma análise da moldura dos artigos, mas sobretudo do seu conteúdo, sempre com olhar crítico, na esperança de que tal conduza a uma reflexão entre pares e, quiçá, até um questionamento das próprias crenças e hábitos.

Patrícia Marques
Diogo Faustino
P’la Direção do Diferencial

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