Um quarto forrado a bandas magnéticas


Já se passou mais de uma década desde que o meu pai e eu fomos ao banco. D
epois de uma agradável conversa sobre depósitos periódicos de quantias inocentes, abrimos uma conta poupança com o meu nome 

Hoje tenho sete contas bancárias. Sete.  Não sou rico nem tenho nenhum fetiche com cartões de débito.  Deixem-me explicar.

A primeira já foi mencionada, e dessa não falarei mais. Direi apenas que o banco pertencia ao grande senhor dono disto tudo: o excelentíssimo senhor  Ricardo Salgado. Agora tem um novo nome, mas ainda o único banco que realmente me presta serviços bancários.

A segunda conta está representada num cartão com a minha cara de há oito anos atrás, mas que ainda é aceite em exames e frequências no pavilhão Central. Falo portanto do cartão de estudante oficial do Instituto Superior Técnico, emitido pelo Santander. Já houve reclamações, mas a fotografia ainda não foi mudada, e jamais será.

A terceira dá-me acesso a rissóis alegadamente feitos com camarão e banhados em rios de óleo de palma, ou animal,  ou sei lá o que será aquela clara manhosa. Quando acordo em comunhão com o planeta, lá peço uma sola de sapato vegana ou outro macrobiótico ecologicamente sustentável, que por sinal, não desaponta tanto. Falo do cartão da Caixa, que figura a cara dum grande português que terá perdido com o Salazar.

A quarta surgiu duma intenção louvável, motivação para uma experiência universitária completa: com fotocópias à Lagardère, alugueres de campos de futebol e ténis, arraiais, aplicações do método de Stanislavski, porventura até inscrições em aulas de cha cha cha – de forma a  contrariar o fluxo de interacções quase  exclusivamente masculinas que se dá no pavilhão de Informática. Aqui o responsável é o BPI, parceiro da  Associação de Estudantes.

A quinta também apareceu no dia em que me matriculei.  Seduziu-me como um desconto considerável no passe do comboio durante os primeiros três meses. Seria financeiramente irresponsável recusar. Escusado será dizer que também nunca fiz qualquer levantamento, depósito, pagamento ou transferência com o IBAN por eles atribuído.  

A sexta e a sétima não tenho a certeza se de facto existem, mas suspeito que sim. Isto porque a quantidade de cartões de débito que chegam pelo correio a substituir os antigos que, por alguma razão desconhecida por parte das entidades bancárias, nunca foram activados, sugere um número maior que aquele que possuo nos logs. À falta de melhor razão, apareceram de forma semelhante à minha primeira tatuagem: num pacote de batatas fritas da Matutano. Se esta minha aparente atracção por bancos tivesse entrado no domínio público mais cedo, teria com certeza sido referido como possível sucessor de Santana na Santa Casa.

Isto parece tudo muito idiota. Porque razão não me dirijo às respectivas sucursais para me livrar deste fardo que agora não custa nada,  mas que qualquer dia custará?

O que se passa lá dentro está fora da minha compreensão. Se a minha ida tem como objectivo a resolução de uma matéria financeiro-administrativa, como a anulação do meu contracto,  são precisos poucos minutos para uma drástica mudança da minha meta, que agora se prende na libertação deste vil aborrecimento perpetuado por um funcionário do submundo apenas capaz de expelir siglas e acrónimos acompanhados por  pontos percentuais incompreensíveis. Nunca saí mais esclarecido do que entrei, lembro-me apenas de assinar um monte de papéis no caminho fora dali. A perspectiva de me encontrar de novo numa situação destas dá-me voltas ao estômago. Até Julho, tenho dois cúmes para escalar: o primeiro é a conclusão das cadeiras a que estou inscrito. O segundo… desse nem quero pensar.

Texto: Francisco Ravara

 

Sobre tampos

Na Torre Sul, estive à procura duma cabina de casa-de-banho em que não precisasse de fazer um agachamento de quinze minutos para fazer cocó. Quinze minutos parece excessivo, mas como a cada ano que passa incrementa-se um minuto no ritual, temo que qualquer dia tenha de criar uma folha de Excel ou sacar uma app de gestão de tempo para poder exercer o serviço em paz e continuar um membro funcional da sociedade simultaneamente . Desisti à segunda tentativa. Resignei-me. Tive que tirar a t-shirt porque a contracção das coxas e da parede abdominal produz suor pelo tronco inteiro. Apercebi-me que não tinha trancado a porta do cubículo. A qualquer momento, podiam-me encontrar todo nu do joelho para cima, a fazer um ângulo de cento e poucos graus sobre uma sanita sem tampo,  enquanto limpava a junção dos glúteos com um movimento mecânico e embaraçosamente rápido. Tranquei a porta.

Suspeito que a falta de fundos para comprar e depois assemblar tampos de sanitas às sanitas esteja a esconder uma motivação mais obscura a que muitos chamariam de teoria de conspiração. Permitam-me elaborar. A direção do Instituto Superior Técnico, órgão que com certeza deve regular todas estas situações de manutenção de casas de banho, apercebeu-se de que a maioria dos corpos que se passeiam pelo campus têm como único objectivo transportar as suas respectivas cabeças para os diversos laboratórios, auditórios e salas de aulas onde elas são requisitadas. São nuvens neuróticas que arrastam um corpo estranho numa eterna projecção de consciência. Tal facto é depois comprovado pelas skinny legs dentro das skinny jeans que acabam brutalmente num 44 da Geox, ou qualquer outra marca que produza calçado de montanha em série. Ora, a inexistência de tampos de sanita pressupõe que, das duas uma, ou se fabrique um hábito de emular um tampo de porcelana à custa de papel higiénico, ou aquele agachamento muito giro que já foi mencionado.

A solução óptima parece ser a do agachamento, é mais rápida e dispensa lamentações interiores enquanto se desenrola o rolo. Reduz tempo no habitual escalonamento fecal, e a cereja no topo do bolo claro, o fortalecimento muscular que outrora não teriam. Acabamos com alunos mais saudáveis, e alunos mais saudáveis, como sabemos, têm maior aproveitamento escolar e emocional e tudo.

À primeira vista, parece uma medida aceitável, semelhante àquela taxa do açúcar de refrigerante. Mas saltam logo dois problemas aparentes. O primeiro é um subproduto da actividade física: a subida de temperatura e o aparecimento de odores desagradáveis nas salas de estudos e auditórios. O segundo é o mais vital e de uma importância pouco demonstrável por palavras. O acto de expelir dejectos é geralmente acompanhado por uma actividade reflexiva especialmente sincera no dia de um Homo Sapiens. O relaxamento do esfíncter é acompanhado por uma momentânea supressão de sinapses desencadeadas por egos, super-egos e fantasmas residentes no subconsciente. O córtex pré-frontal subitamente apresenta-se no seu auge e o dia torna-se claro como a água. Para muitos, este acontecimento é ainda mais preponderante que a mais célebre “reflexão de chuveiro”. A privação de tais parâmetros inerentes àquilo que significa ser senhor de si próprio é, portanto, um ultraje, uma ofensa … é patético. Quero tampos, quero tampas. Porcelana, nada de plás..stá bem, qualquer coisa. Mas tampos, tampos para que vos quero.

Texto: Francisco Ravara

 

Tenho dois testes no mesmo dia, à mesma hora, será possível? Sim, estás no Técnico.

Certamente que já te sucedeu inscreveres-te em cadeiras de anos diferentes. É normal, acontece a todos. Provavelmente, até sais contente do Fenix e agradeces ao Nosso Senhor Arlindo por te deixar inscrever àquelas cadeiras que há tanto te esforças por fazer, mas que, ou por os bancos dos GA’s – cheios de louvores às raparigas de Química e exultações às virtudes da genitália dos machões de Mecânica – serem mais interessantes do que os ninjas do prof, ou porque Nosso Senhor ainda não te deu forças para as concluir, estas cadeiras continuam a ser aquela pedra no sapato que não te larga. No entanto, confiante de que, apesar das adversidades, as coisas vão correr bem, arriscas a tua sorte e os 40.5 ECTS deixam de ser apenas uma oportunidade putativa e passam a ser uma esperança, o “grande objetivo”.

“Vamos a eles!”, pensas tu.

O semestre começa bem. Não há uma aula que faltes, e até já quase tratas alguns dos profs por tu.

Depois… sem dares por eles, chegam os primeiros testes.

Que limpeza! Venham mais.

Com o calor, tudo o que é sensível aos UV esconde-se. “Ó porra! Estão dois gatos pingados na sala. Onde é que se meteu toda a gente? Está tudo no marquês? Ou o papa confundiu a Alameda com a Cova da Iria e o pavilhão Central com o Santuário de Fátima?” Pouco importa. O “grande objetivo” configura-se como uma realidade quase palpável, e isso é o que mais te interessa!
Nas salas de aulas, bem que te esforças para que liguem ‘o ar condicionado’, mas em vão. Sais das aulas ensopado e chegas a casa ainda mais. Abres o frigorífico e tiras a caixa com o que sobrou do jantar de fim de curso do teu irmão (“Segue o bom exemplo do teu irmão”, dizem-te aqueles que te financiam o curso.)

Depois de saciada a fome, ligas o teu instrumento eletrónico de eleição para ver o quão lixado ficou o teu amigo, por teres deixado uma provocaçãozinha na sua nova amizade com aquela loura que vai sempre para o mesmo sítio no espaço 24. Abres o browser, e carregas no ‘F’ e… à frente do ‘F’ surge enix.tecnico.ulisboa.pt “Oh lá! Ando aplicado”, pensas. Clicas.

Scroll down – nada de novo. Às tantas começas as ver as datas dos últimos testes.
“Duas semanas, três semanas. Este é quase em Julho. Sem pressão.” Uns segundos depois, a calma dá lugar ao pânico e, dum instante para o outro, Nosso Senhor Arlindo, passou a ser Arlindo, filho de Maria Madalena (ou outra digna do epíteto).

“Dois testes no mesmo dia? À mesma hora? Impossível!” Não queres acreditar, mas é a dura realidade.

O que fazer?

Por esta altura, depois de dominado o pânico, passar-te-ão, pela cabeça, inúmeros esforços que consideras capazes de reunir as condições necessárias para resolveres o problema.  Professores responsáveis das cadeiras, delegado de curso, coordenador de curso e, claro está, o Conselho Pedagógico, o CP.

A partir daqui, é melhor prevenires-te com um bom impermeável para te protegeres de toda água que vai ser projetada dos capotes das entidades supramencionadas.

“Fale com o coordenador”, diz-te um dos professores responsáveis.

“Tem de ver isso com o delegado do curso”, diz-te o outro professor.

“Quem tem de resolver isto é o delegado, o CP e os professores responsáveis”, diz-te o coordenador.

Vais assistindo ao pingue-pongue enquanto o delegado, de início solícito, afiança-te que vai fazer tudo aquilo que pode, mas que já sabe, de antemão, que não vai servir de nada. Que tudo vai ficar na mesma.

No meio disto, contas também com a inflexibilidade dos professores em fazer o teste noutra ocasião.

Não sabes para onde te virar. Envias uns emails na esperança de uma mudança.

Dias depois, decides tomar o pulso da situação. O delegado acabou a ver o seu vaticínio confirmado pelo Conselho Pedagógico. Constatas, frustrado, que a dura realidade é também triste e vergonhosa. Aquela que se auto-intitula “A melhor escola de engenharia do país” é incapaz de reconhecer e corrigir os erros que ela própria cria e é indiferente às manifestações de indignação dos alunos.

Se tiveres sorte, podes contentar-te em fazer um dos testes na repescagem. Se não, o recurso. Se correr mal. Paciência! A culpa não é tua, de certeza. Mas também não é do Técnico. Será, talvez, do Espírito Santo.

Amém

O Pequeno Buda quer trazer a meditação às universidades

Tomás Mello Breyner, também conhecido por Pequeno Buda, foi um dos oradores do TEDxISTAlameda e encontrou na meditação um método para aprender a viver em harmonia com as cirscunstâncias da vida. Tem a sua própria escola de yoga e é responsável por um projecto que pretende implementar a meditação diárias nas escolas.

Pela tua talk, ficámos com a ideia de que tens uma visão “naturalista” da religião. Defines-te como panteísta ou simplesmente pensas na natureza como uma manifestação do divino?

Eu penso no divino como um todo, não só como a natureza; mas a natureza também pode ser um todo. Para mim tudo é divino – tudo o que está dentro de nós e à nossa volta -, Deus está em todo o lado. Não me identifico com nenhuma religião e identifico-me com todas. Gosto um pouco de todas, porque acho que todas falam exactamente o mesmo. Depois existem as guerras porque alguns dizem “O meu Deus é melhor”, “Com o meu chegas lá mais rápido do que com o teu”, etc.

 

Ficámos curiosos quando disseste que devíamos aceitar (a palavra utilizada foi até embrace) as coisas que nos acontecem, independentemente de serem boas ou más. Como é que se pode lidar e aceitar de forma “passiva” as coisas más que nos acontecem?

Eu gosto de acreditar que tudo é bom. Quando digo bom, não entro no dualismo bom/mau; as coisas são o que são. O que para uma pessoa é mau, para outra pode ser bom, o que nos leva logo a concluir que as coisas não são boas nem más por si só. Se tu classificas uma coisa como boa, e outra pessoa classifica essa mesma coisa como má, quem é que tem razão? As experiências são apenas experiências que existem. Depois a classificação entre bom ou mau já é uma coisa mental que parte de nós, mas, na sua verdadeira essência, as coisas não são boas nem más; são apenas coisas.

 

Trabalhas principalmente com crianças. O facto de haver uma certa ingenuidade da parte delas e, portanto, inconsciência relativamente a este dualismo bom/mau, é uma mais-valia?

Nós não vamos tão a fundo com as crianças, apenas as tentamos trazer para o momento presente. As crianças costumam estar bastante agitadas – o que está, em parte, relacionado com a era digital em que vivemos – e, depois, quando se tentam concentrar, é um problema, o que dificulta a tarefa dos professores. Assim, o que nós tentamos fazer é resgatar as crianças para o momento presente e fazer com que elas percebam que têm de se concentrar, que é bom estar concentrado. Depois a parte da meditação que conecta com o coração e com a essência não é muito abordada. Por vezes falamos um pouco sobre o coração, mas nunca sobre Deus, religião ou filosofias deste género do bem e do mal.

 

Como é que reagem as crianças quando meditam pela primeira vez?

É muito engraçado! Nós trabalhamos com crianças pequenas e, tudo o que é novo para elas, é relativamente fácil. Elas adoram! É um momento no qual elas dizem que se sentem mais calmas e mais felizes. Já tivemos feedbacks super engraçados, como “É o tempo para o coração respirar”. Elas pedem aos professores para fazer meditação antes dos testes. De certa forma, parece que as crianças sabem que precisam destes exercícios; sabem que estão super agitadas e isto é bom para elas. É fantástico ver como as crianças alinham nisto!

 

E os professores também alinham, ou é mais difícil convencer os professores do que convencer as crianças?

É! O nosso desafio é esse mesmo: convencer os adultos de que as crianças têm de fazer 5 minutos de meditação. Por exemplo, professores de Matemática e professores de Ciências não estão muito para aí virados, então às vezes não fazem. Às escolas que aderem ao projecto, nós pedimos mesmo que façam todos os dias; nem que seja só tocar numa taça tibetana, que faz um sonzinho “plim”, e deixá-las em silêncio. As crianças precisam de aprender a estar em silêncio, porque elas estão completamente agitadas de um lado para outro, cada vez mais. No fundo, é normal as crianças estarem agitadas, berrarem, etc; mas, quando se chega a um extremo, já não é tão normal. Nós tentamos resgatá-las para a calma, para que elas consigam estar mais concentradas na sala de aula e, consequentemente, o processo de aprendizagem seja mais fácil.

A meditação também pode ser uma mais-valia em casos clínicos?

Sim. Para crianças que sofrem de autismo, por exemplo, a meditação é uma grande ajuda. É mais difícil para elas fazerem-no – por exemplo, fechar os olhos muitas vezes é difícil -, mas nós tentamos dar uma força e explicar que é importante. Há várias técnicas para as ajudar. Claro que nós não vimos pregar que a meditação é a salvação e que podemos parar de tomar medicação – não, nós queremos incluir a meditação aos poucos! Estamos só a plantar uma semente.

Achas que a meditação poderia ser útil aos estudantes universitários?

Sem dúvida. Nós estamos a pensar em começar a vir também às universidades. Neste momento também já estou a trabalhar com alunos da Oeiras International School – que vão ter os exames finais exames do secundário no final deste ano lectivo -, a qual me contratou para ir todas as semanas à escola fazer sessões com os alunos. Nas universidades é igual: quando nos acalmamos, as nossas ideias arrumam-se; quando estamos em stress, as nossas ideias dispersam-se.

Na tua talk, falaste ainda sobre o teu problema auditivo. O problema resolveu-se?

Não, continuo com o problema; a minha visão da situação é que mudou. Eu continuo a ouvir o zumbido e ouço mal, mas aceitei a minha condição – é assim que eu sou. Às vezes posso não ouvir bem, mas, em vez de ficar chateado comigo mesmo, aceito-me. Se me cortassem uma perna, também não ficaria à espera que a perna me crescesse, teria de aceitar a minha condição. É assim que eu sou e vivo feliz.

E-mail: tomasmbreyner@gmail.com

Site: tomasmellobreyner.com

Solução do Enigma da Edição de Março – Dois Matemáticos encontram-se numa estrada

Na última edição de Março partilhámos um enigma com a comunidade IST e pedimos respostas. O enigma era o seguinte:

<<Um sabe o produto de dois números inteiros que estão entre 2 e 50. O outro conhece a soma desses dois números. Ambos desconhecem que o limite superior é 50. Começam, entretanto, a falar:

– O que sabe o PRODUTO diz: “Não sei quais são os dois números.” – O outro diz: “Já sabia isso”
– O primeiro responde: “Agora já sei os dois números.”
– O segundo diz: “Também já sei os dois números” >>

“4 e 7”, “4 e 13” – estas foram algumas das respostas que recebemos e, pasmem-se, as duas podem estar corretas. É que, na verdade, este enigma é IMPOSSÍVEL. Ou, por outra, tem uma solução indeterminada.
De seguida, reproduzimos uma explicação disponível no fórum stackexchange, que, embora se refira a um enigma ligeiramente diferente, acreditamos que essas diferenças não introduzem consequências significativas na sua solução, ora vejamos:

<<
Someone imagined two positive whole numbers. Both numbers are greater than 11, and less than 2121. That person tells the sum of those two numbers to mathematician A, and the product of those two numbers to mathematician B. Couple of days later, A and B talk to each other:

A: There is no way for you to find the sum.
B: But I know the sum now!
A: And now I know the product.

Which two numbers have person imagined?

Answer

In fact, this problem is impossible.

The reason it is impossible is that there are multiple solutions and so the mathematicians would not be able to declare that they had discovered each over’s numbers.

The conversation gives us additional constraints on the solutions. In order for mathematician A to declare that there is no way that B could determine his sum that means he has ascertained that:

  1. His sum is NOT the sum of two primes.
  2. His sum can never be created using two numbers whose product has a unique factorisation in the interval [2, 20] i.e. 20+20=40, => 20*20=400 (I believe the upshot of this is that the sum must be less than 13 as 13=2+11 and 11*2 = 22 > 20)

(Please note I did the following on paper and may have made a mistake somewhere.)

From the bounds of the problem we know that the possible sums range from 4 to 40 inclusive. Using the first constrain we can eliminate many of these. If take all possible combinations of adding two primes (in the interval [2, 20]) and eliminate those sums we are left with the following as possible sums:

11, 17, 23, 25, 27, 29, 31, 33, 35, 37, 39, 40

Applying constraint 2 we find that the sum must be 11. This allows mathematician B to declare “But I know the sum now!”

In order for there to no unique factorisation we must be able to create the sum (11) using a non-prime in the interval [2, 20]. To find the solutions we must subtract each non-prime from the sum. For each valid solution the result will be in the interval [2, 20]. This leads to the following set of four solutions.

  1. (4, 7) Product: 28 = 2 * 14.
  2. (5, 6) Product: 30 = 3 * 10 = 2 * 15
  3. (3, 8) Product: 24 = 4 * 6 = 2 * 12
  4. (2, 9) Product: 18 = 3 * 6

>>

via
https://math.stackexchange.com/questions/83090/two-numbers-two-mathematicians-puzzle?noredirect=1&lq=1

Docente do DECivil nomeado para órgão do Governo

Foi no passado dia 30 de Março que o Conselho Diretivo do IFAP – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, nomeado pelo anterior governo, conheceu o seu último dia de trabalho. Ao que consta, as recorrentes anomalias no atual sistema informático de atribuição de subsídios foi uma das principais causas para o fim deste conselho.

Em despacho assinado, no dia seguinte, pelo Ministro das Finanças, Mário Centeno, e pela Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino – que, por sua vez, também já desempenhou funções de docente no mesmo departamento – foi designado um novo conselho diretivo. Nele, entre outros, foi nomeado para o cargo de Vice-Presidente, o docente do DECivil, o Prof. Nuno de Sousa Moreira.

Professor auxiliar de 2000 a 2005 e desde 2013 no DECivil, onde leciona cadeiras das áreas de Transportes e Gestão de Sistemas, como Investigação Operacional ou Gestão e Teoria da Decisão. O professor conta com um longo currículo ao nível da administração pública, de onde se destaca a sua presença, como vogal, no conselho de administração da CP de 2005 a 2013.

Tido, pelos alunos, como um professor muito competente e atencioso, suspendeu as suas atividades de ensino até ser nomeado um novo titular para o cargo.

FOCUS: Música, tecnologia e ensino foram os principais focos do TEDxISTAlameda 2017

A terceira edição do TEDxISTAlameda decorreu este sábado, 8 de Abril, no Salão Nobre do Instituto Superior Técnico. Às dez e meia, o movimento no Pavilhão Central já fazia prever um dia bastante dinâmico e recheado de actividades. No átrio, encontrava-se uma piscina de bolas facultada pela GFI, dentro da qual os participantes eram convidados a resolver anagramas, habilitando-se assim a ganhar diversos prémios. “FOCUS” foi o tema escolhido para a edição deste anos, pelo que, à medida que os participantes iam chegando, eram incentivados, logo à entrada do Pavilhão Central, a escreverem nos seus cartões de identificação aquilo em que estavam focados.

Les Crazy Coconuts;

Poucos minutos depois das onze, os Les Crazy Coconuts abriram as hostes da edição 2017 do TEDxISTAlameda. A voz de Gil Jerónimo e a bateria de Tiago Domingues aliaram-se ao imprevisível e surpreendente sapateado de Adriana Juliano para fazerem levantar das cadeiras um público que se adivinhava entusiástico, mas que ainda se encontrava adormecido.

20 minutos de actuação pura e dura, com palmas à mistura, chegaram para despertar a audiência. Foi então que chegou a vez de subir ao palco a primeira oradora do dia. 

Com o seu ‘trans-humanismo’ (H+) e ‘humanismo científico’, Daniela Ribeiro, deslumbrou a plateia com as suas obras plásticas, que têm nas componentes eletrónicas usadas a sua principal fonte de matéria prima.   Seguiram-se diversas talks com temáticas heterogéneas. De seguida, um colega da casa – o Francisco Moreira de Azevedo – avançou com uma análise incisiva ao sistema de avaliação. Uma boa educação é aquela que garante que todos progridam, veiculou-nos. E foi sem pés de lã que, citando Michael Athans (1), apontou o dedo ao IST, –  MIT students excel in independent thinking and problem-solving, while IST students are “spoon-fed”.

Francisco Azevedo;

Foi notório o destaque dado aos temas do ensino e da educação. Para além do Francisco – vencedor do Speaker Contest – foram também convidados João Couvaneiro, distinguido pela Varkey Foundation como um dos 50 melhores professores do mundo e Filipe Jeremias, fundador do projeto ERES – projecto educativo inovador em Leça da Palmeira.
Mas já lá vamos.
Pausa para almoço: 2 horas de networking à sombra de uma tasca de tacos voaram – as horas, não os tacos. Pelo menos foi essa a perceção. Ou seria do excesso de dopamina como Joe Paton nos explicou mais tarde?

Tomás Mello Breyner, também conhecido por “pequeno buda”;

De regresso ao Salão Nobre, o “pequeno buda” Tomás Mello Breyner, fechou os olhos à plateia e fê-la, literalmente, sentir a respiração. Falou-nos do problema de saúde que atravessou no final da adolescência, e a forma como o yoga e a meditação o ajudaram a ultrapassar essa crise – “Eu sou como sou, aprendi a viver com a minha condição. Se me arrancassem uma perna, habituar-me-ia a viver sem ela”.  Mencionou ainda a importância desta prática no ensino e a forma como a mesma pode ser uma mais-valia desde a infância.

João Couvaneiro;

Depois do yoga, o foco voltou para a educação. João Couvaneiro trouxe-nos a sua “School in the box”, e explicou-nos como uma escola pode, literalmente, caber numa caixa. Elucidou-nos da importância de as escolas formarem cidadãos, produtores e, mais que isso, criadores.
Em suma, pessoas felizes.
Como seria de esperar, dada a casa anfitriã em questão, houve ainda espaço para a tecnologia – desde a inteligência artificial como potencial criadora de música, passando pela bitcoin e acabando no mecanismo da visão e tomada de decisões. Os engenheiros e futuros engenheiros da plateia tiveram material suficiente para saciar a sua sede tecnológica.

Mistah Isaac;

O dia contou com mais um momento musical promovido por Mistah Isaac que fez as meninas presentes na sala palpitar. Surpreendeu tudo e todos com “Maria”, uma linda ode às tantas Mariamas guineenses que, com a colonização, foram rebaptizadas de Maria. O rapper, músico e poeta angolano radicado em Portugal desde os 11 anos, aproveitou ainda para declamar dois poemas, marcados por uma forte visão crítica à sociedade.
Com o público a chorar por mais, Mistah abandonou o palco e deu o lugar a Filipe Jeremias. O arquitecto de construções que passou a ser ‘arquitecto de pessoas’ lançou as perguntas sobre o ensino que ninguém soube responder “Porque tem uma aula 50 minutos?”, “Porque aprendemos todos da mesma maneira, se somos todos diferentes?”. Se as duas primeiras coisas que aprendemos a fazer são andar e falar, porque é que a primeira coisa que ouvimos na sala de aula é “Cala-te e senta-te!”. Sintomas de um sistema de ensino com alunos do séc. XXI, que são ensinados por professores do séc.XX, com métodos de ensino do séc. XIX baseados numa cartilha filosófica do séc. XVII. Ficou lançado o debate.

“FOCUS” foi o tema escolhido para a 3ª edição do TEDxISTAlameda;

O evento estava estruturado em três partes, entre as quais os participantes tiveram tempo para conviver e para tentar resolver o desafio lançado pela organização, o qual era constituído por 10 enigmas espalhados pelo Pavilhão Central. Se, inicialmente, “FOCUS” nos parecia vago, os comentários positivos dos participantes à saída do evento tornaram nítido que esta edição do TEDxISTAlameda conseguiu de facto captar o foco das cerca de 100 pessoas que decidiram passar este sábado solarengo no Instituto Superior Técnico.

– Afonso Anjos e Inês Mataloto

*Este artigo não segue o novo acordo ortográfico.

 

 

Jornadas de Matemática põem Técnico a dançar

As Jornadas de Matemática, promovidas pelo n{math} – Núcleo de Estudantes de Matemática, que começaram no passado dia 4, tiveram como ponto alto do dia de hoje a actividade “Dança Fluida”. Orientada pelo escocês e também professor do Departamento de Matemática, Roger Picken, a roda de dançarinos improvisados surpreendeu e encheu de curiosidade aqueles que pelas 16:00 passavam pelo átrio principal do Pavilhão Central. A atividade pretendia fazer pensar sobre a ligação entre a Dança e a Matemática, e até onde esta ligação é visível e palpável.

Aliás, é este um dos motes destas Jornadas – A Matemática e as 7 artes. Através de uma análise profunda e cuidada, o núcleo de estudantes de Matemática apresenta-nos uma perspetiva interessantíssima e que passa, decerto, despercebida por muitos de nós que vemos e encaramos a matemática apenas como uma ferramenta. Passando pelas aleatórias peças Klavierstuck XI de Stokausen, na música, até aos estudos geométricos de procura do cânone de Almada Negreiros, na pintura, esta é uma exposição que merece um olhar atento e que nos demoremos.

 

As jornadas de Matemática continuam até sexta-feira dia 7, aproveitamos para destacar o workshop de Haskell, por Hugo Gomes, amanhã, dia 6, pelas 14:30. E, na sexta-feira, pelas 13:30, as R Ladies vão dar um workshop a não perder de Análise de Dados em R & Haskell.