Estudantes, levantem-se.

Autoria: João Dinis Álvares (MEFT)

A voz dos estudantes, há cerca de meio século, foi fulcral na luta contra o Estado Novo. Hoje, tal como no resto do mundo, a extrema-direita tem vindo a ressurgir, e Portugal segue o mesmo caminho. A nossa hora chegou, uma vez mais.

Nunca é demais recordar que há problemas intrínsecos na sociedade portuguesa, desde o isolamento ao qual a comunidade cigana foi votada à xenofobia mais recente contra a comunidade brasileira que, devido à subida da extrema direita no seu próprio país com a ex-presidência Jair Bolsonaro e outros fatores, veio encontrar uma nova vida cá em Portugal. Porém, esta realidade, esta visão de que este país é um sítio democrático e pacífico, está a ser posta em causa.

Não é desconhecido que Portugal é dos países mais pacíficos do mundo, pelo que muitas das críticas feitas ao sistema político, às minorias, à nova geração que assegurará o futuro, são vãs, são vácuas. A tensão económica e política, tanto quanto vejo, vem apenas de uma série de eventos, nomeadamente várias guerras separadas por todo o mundo, uma pandemia que assolou o planeta durante dois anos, e um acumular de problemas cada vez menos ignoráveis provenientes das alterações climáticas. Há muitos outros motivos que ignoro neste pequeno artigo, querendo que daqui se parta sabendo algo muito simples.

Nós, estudantes, temos a responsabilidade de fazer com que a nossa voz seja ouvida. Seremos nós que, daqui a uns anos, iremos tomar as decisões, iremos modelar o presente do futuro, iremos fazer com que a sociedade seja aquilo que queremos que ela seja. 

Mas a mudança não começa daqui a uns anos, não podemos adiar o momento em que começaremos a levantar os problemas.

A mudança tem de começar hoje. 

E temos de ser nós a começá-la, porque mais nenhuma geração viveu o mundo e todas as suas especificidades em que crescemos.

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