Editorial

Chegámos assim a 2021. Passados 5 anos desde as últimas eleições, que permitiram ao professor Marcelo Rebelo de Sousa tornar-se no 5º presidente de todos os portugueses depois de 1974, estamos agora num início de ano, sem dúvida, mais incerto do que nunca, a prepararmo-nos para escolher aquele que pode ser o sexto desta lista.

De facto, há 5 anos muito poucos diriam que estas eleições presidenciais estariam tão recheadas como hoje as vemos (se calhar “Tino de Rans” era o candidato mais certo). Muito menos alguém diria que estas eleições se iriam realizar num contexto civilizacional tão extravagante. E ninguém diria ainda que a nação sonolenta, imune aos “radicalismos de direita” já há anos conhecidos de países como a França, a Polónia ou a Hungria e até revitalizados de diferentes formas como em Itália ou Espanha, teria hoje como candidato à presidência da República um homem que parece uma simples versão portuguesa de todos esses exemplos.

Estas eleições têm tudo de novo. Uma década nova, ideias novas, formas novas de fazer campanha, um mundo novo e, sem a intenção de usar aqui um trocadilho, a única coisa que parece que poderá não vir a ser nova é o nosso futuro presidente.

Ao longo destes 5 anos o Diferencial tem vindo a pôr em prática de forma incansável, através dos muitos membros e direções que por cá passaram neste período, um escrutínio da nossa sociedade. Tentamos entender aquilo que nos move, aquilo que nos inquieta, aquilo que ouvimos. Derivamos e derivamos as nossas ideias da mesma forma que se realiza uma transformação alquímica, e tudo isto para no final estarmos seguros de que aquilo que obtivemos foi de facto ouro.

Neste sentido, voltamos a trazer aos nossos leitores uma série de textos para ajudar a dissecar aquilo que neste momento é fundamental na nossa sociedade: as eleições presidenciais de 2021. Apelamos, por isso, que com o mesmo sentido de responsabilidade e dever, todos tomem uma posição nas eleições que acontecerão dia 24 de janeiro, independentemente de qual esta seja. Cabe a cada um de nós lutar e dar a nossa voz por aquilo que é nosso por direito, a liberdade de voto, e lutar para que sempre o seja!

Francisco Nogueira

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