12ª Edição das Jornadas de Civil cresce em número de empresas pelo segundo ano consecutivo

Autoria: Pedro Ruas (MEC)

Na semana de 24 a 28 de fevereiro, decorreu, no pavilhão de Civil, a 12ª edição das Jornadas de Civil. Organizado pelo Fórum Civil, o núcleo de estudantes do curso, o evento seguiu a fórmula dos anos anteriores, oferecendo aos estudantes um conjunto de atividades, conferências e visitas técnicas, permitindo-lhes estabelecer um contacto direto com a área profissional da Engenharia Civil.

Parte integral do evento das Jornadas envolve tais empresas do setor, que vão desde gabinetes de projeto a construtoras, passando também por fabricantes de materiais ou do setor da pré-fabricação. Em termos de volume, o número de empresas participantes aumentou: em declarações ao Diferencial, o núcleo revelou que este ano participaram 60 empresas, mais 16 que no ano anterior, e algumas destas pela primeira vez – MELOM, WikiBuild, PMT, entre outras.

O evento teve início no átrio do pavilhão de Civil, numa sessão de abertura que contou com a presença do Prof. Rogério Colaço, Presidente de IST, acompanhado de outros membros do Conselho de Gestão, bem como por representantes do Departamento de Engenharia Civil (DECivil) e da FUNDEC. Além destes, a sessão de abertura contou também com a presença de António Carias de Sousa, presidente da Ordem dos Engenheiros da Região Sul.

A calendarização das atividades incluiu as habituais visitas técnicas, onde os estudantes, acompanhados pelos responsáveis de obra, tiveram um contacto estreito com os processos e as soluções para as mais variadas construções. Este ano, as visitas variavam entre reabilitações históricas, empreitadas de edifícios correntes, novos ramais de autoestradas a serem construídos e ainda troços relacionados com as obras do plano de drenagem de Lisboa. Em comparação com anos anteriores, o número de visitas técnicas aumentou significativamente, o que implicou que algumas destas fossem apenas realizadas após o decorrer do evento das Jornadas de Civil, nos dias 5 e 6 de março.

As conferências tiveram um leque variado de temas, com especial destaque para tópicos mais recentemente relevantes, como a crise da habitação, a linha de alta velocidade ou os projetos estruturais que integram o plano de drenagem de Lisboa. Já os workshops, dinamizados por algumas das empresas, apresentaram casos práticos da sua atividade, expondo aos participantes algum do know-how requirido para resolver estas temáticas. As alumni talks, envolvendo vários profissionais que passaram pelo Técnico, abordavam, muitas vezes, temas transversais à prática da Engenharia Civil, permitindo às empresas expor os seus pontos de vista em relação à gestão de prazos e de pessoal, às competências requeridas por um profissional nos dias de hoje e o papel da inteligência artificial, entre outros tópicos. Todas estas atividades decorreram ao mesmo tempo que, no átrio do pavilhão de Civil, se localizava a habitual feira de empresas, onde os alunos tiveram a oportunidade de falar diretamente com alguns dos profissionais ligados a estas. Tal como em 2024, a feira teve de se dividir em turnos de dois dias, para acomodar todas as empresas participantes.

A grande novidade desta edição foi o Civil Challenge, um desafio realizado no fim de cada dia, que procurava aplicar os conhecimentos adquiridos pelos alunos ao longo do curso, num caso de estudo apresentado, podendo incluir uma das empresas participantes ou o próprio Fórum Civil. No total, foram 4 os desafios propostos, englobando todas as especialidades da área de Engenharia Civil. Entre as diversas atividades, houve também espaço para o blind pitch (breves apresentações das empresas aos alunos) e os civil brunch, geralmente realizados durante o início da tarde.

O evento fechou com o habitual Civi’Lanche, um evento mais informal, onde todos os participantes, incluindo membros do Fórum Civil, alunos, professores e profissionais das empresas participantes, puderam interagir de uma forma mais orgânica. De acordo com o Fórum Civil, houve também registo de alunos da FCT, do ISEL e até da Universidade do Algarve, tendo estimativas que apontam para um aumento de participantes, ainda que, até à data, não existissem valores concretos acerca da taxa de participação.

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