Autoria: Diogo Ribeiro, MEFT

A voz do presente é rica,

De variadas cores o olhar;

Traz altivez na fala,

Traz vontade no andar.

A voz do presente pintada,

Na forma e tons da razão,

Emana com a luz da palavra

A própria e singela invenção.

Voz que és‘inda nascida

Em torno do astro ardente

Nas voltas lá alto ainda

Alumiando a vontade presente.

Ao desalumiado mundo trovas,

Com largas estrofes cantadas,

Mudanças no timbre fadadas;

Génio fresco, ideias novas

E no vagar das horas caladas,

No burburinho das vozes passadas,

Sabes conceitos bons, discernidos,

Que colhes e fazes ouvidos.

Oh voz do presente, amiga!

A cada volta astral, repetida,

Traz o tempo, sempre abrigando

O infortúnio de te findar, matando!

Oh vós do presente, amigos!

Esquivando ainda estes castigos,

Tragamos sem sobras no peito

O fogo, a força, o jeito!

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