Olá, esta é a edição de Junho de 2019 do teu jornal. Chega mesmo no final das aulas, naquela fase agridoce em que não tens obrigação de te levantar cedo, mas em que há mais trabalho a fazer pois as avaliações vêm em corrupio. É também com um sentimento agridoce que chegamos a esta fase do ano, após os resultados das eleições europeias, sabendo que a abstenção voltou a aumentar.

Numa breve súmula, gostaria de relembrar que, neste período lectivo, o Diferencial debruçou-se, numa primeira parte, sobre o papel do ensino na formação cívica: na forma como todos nós cidadãos recebemos as melhores ferramentas para sermos mais activos, politicamente ou não, na sociedade em que estamos inseridos. Numa segunda parte, explorámos um certo arcaísmo ainda patente na instituição Europa, com a acutilante crítica do Bombarda em que “sem leveduras a mudança não valeria a pena”, numa ligação entre a insatisfação pessoal e a necessidade de exteriorizar e participar na mudança que se deseja. E é nesta senda que chega esta nova “Sociedade Emergente”. Afinal o que é isto do activismo? Ficar em casa conta ou é preciso indignarmo-nos, levantarmo-nos e ir à rua, activamente participando e sensibilizando todos pela causa que se defende? E se, num futuro próximo, se perceber que a sustentabilidade é apenas um termo da economia, e não tanto da ecologia, e esta casa-Terra não for capaz de nos sustentar mais, estará o nosso futuro ligado às estrelas e ao espaço fora-Terra? Estaremos, enquanto sociedade, com emergência em sobreviver cá em baixo, preparados para sair e deixar os velhos vícios que nos trouxeram a todos estas iniquidades sociais e formar uma nova existência humana extra-Terra?

Texto: Paulo Moniz*

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