Autoria: Inês Dias (MEMec)

Bem, já aconteceu a muitos de nós, ver aquele anúncio do Fénix com “pautas”. A ânsia de ir à procura do documento, descarregar e, quando finalmente encontramos o número de aluno, nem nota aparece. RE são duas letras que ainda me causam stress pós-traumático (este pós é otimista, porque na verdade ainda não acabei o curso, mas divergimos do tema). Fica para o ano, não é? Seremos mais sábios, com a promessa ingénua de desta vez ir às aulas todas (mesmo as das 8 da manhã!) e de ter toda a matéria em dia.

Depois, chega o momento onde a intenção cai por terra, ainda antes do primeiro churrasco. De novo, no Fénix, tentar fazer os horários antes que entre o famoso Serviço em Manutenção. Querias só uma aula de cada vez? É um luxo, isso só dava o ano passado. É preciso desenvolver capacidade de omnipresença? Se calhar com um bocadinho de esforço dava para chegar lá, mas há outra solução igualmente fácil para o problema: não tivesses chumbado.

Mandar email para órgãos administrativos? Devias ter previsto isto há dois meses atrás, portanto bola para a frente. Resolvida a situação (ou seja, faltar e aprender por vídeos no YouTube) chega a altura de confirmar as datas dos exames. Conseguem coincidir no dia e, com sorte, coincidem na hora também. “Ah e tal capacidade de omnipresença é descabido” (pensaram vocês, imagino). Pronto, com o choradinho de um delegado pode ser que mude. Se calhar, até consegues meia hora de pausa entre exames, ao menos assim já é possível ir aos dois de seguida, poupa-se uma viagem. Agora mudar algum de dia? Logística impossível, não tivesses chumbado

Está bem que a cadeira teve reprovação de cinquenta por cento no ano anterior mas vamos lá ter calma que o Técnico não consegue ter em consideração todos os que chumbam. Ao menos agora até dá jeito ir tendo uma cadeira pendurada de licenciatura, a ver se não vamos à bancarrota a pagar a propina de mestrado.

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