Testemunho 1: Anónimo

Não contei nada porque foi com o meu próprio melhor amigo.

Testemunho 2: Anónimo

Tinha 17 anos e estava a trabalhar num bar de verão. Tinha um patrão que estava sempre por lá a ajudar, era simpático e até divertido. No entanto, por vezes dava abraços demasiado “encaixados” e longos que me deixavam bastante desconfortável. No início não disse nada, pensei que fosse só da personalidade dele, além de que ele era meu patrão. Era o meu primeiro trabalho, era super ingénua e não queria ofender ou acusar ninguém por algo que podia ser da minha cabeça. Até que um dia estava a ajudar a limpar depois de uma festa e ele veio à cozinha depois de ter bebido alguns copos. Pensei que queria só ver como é que as coisas estavam a avançar, mas vinha dar-me um abraço e dizer que gostava muito de me ter a trabalhar para ele. Deu-me um abraço encaixado que me encostou à parede, senti mais do que queria sentir, consegui escapar e não lhe respondi durante algumas semanas. Felizmente ele também não apareceu durante algum tempo. Mais à frente, quando me tentou abraçar outra vez, tomei coragem e disse-lhe que estava desconfortável com a atitude dele. Ele fez-me sentir como se estivesse tudo na minha cabeça, começou a gozar com a situação e a dizer que era só meu amigo. Mas pelo menos parou, as coisas começaram a ser normais.

Testemunho 3: Anónimo

Tinha 16 ou 15 anos e estava à porta da escola, por volta da hora de almoço, à espera que o meu pai me viesse buscar. Passaram dois homens por mim, nos seus 40 anos, quando um decide apalpar-me. Assim, espontaneamente, decidiu apalpar a minha vulva como se fosse a coisa mais natural do mundo. O segundo homem fica sem reação mas saiu-lhe qualquer coisa como “Acho que ele está bêbedo”, numa tentativa de o desculpar, e continuaram caminho. Fiquei sem reação e quando o meu pai chegou não consegui dizer-lhe o que tinha acabado de acontecer, aliás, acabei por nunca contar…

Testemunho 4: Anónimo

Estava numa discoteca com uma amiga minha e o grupo de amigos de faculdade dela. Às tantas fomos buscar bebidas ao bar e, pelo caminho, a minha amiga conheceu um rapaz e o interesse pareceu mútuo. Acabámos por ficar por ali, até que a minha amiga desapareceu com o seu príncipe e eu fiquei sozinha com o grupo de amigos dela. Assim que me apercebi disso, preparei-me para fugir dali, mas eis que quando estou de costas sinto um estalo no rabo com imensa força e mãos nessa mesma zona, numa tentativa de vários apalpões. Quando me viro, pronta para começar a berrar com a criatura e a sua falta de respeito, percebo que afinal não era uma, mas várias. O grupo de 6 rapazes estava em rodinha à minha volta, a cercar-me. Riam todos muito, para mim e para os outros, e eu no meio, a sentir-me minúscula, parecia ser a única que não percebia a piada. Baixei-me e consegui fugir por baixo dos braços deles, assustadíssima com a situação, e eles continuaram a rir imenso, a desfrutar da sua brincadeira de quinta à noite.

Testemunho 5: Anónimo

Trabalhávamos juntos e ele deixava-me em casa várias vezes. Acontece que, a maior parte das vezes, ele encostava o carro e pressionava-me para que tivesse relações com ele, ao qual a minha resposta era sempre a mesma: “Não“. Um dia veio a minha casa, os meus pais tinham ido jantar fora, e ele despiu-me. Eu disse que não, ele apagou a luz, eu disse que não queria. Ele respondeu que não me faria nada que eu não quisesse. Senti uma dor e ele disse “calma, já lá está”.

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